Comportamento

“Os meus me levaram à falência.” Escritora e psicanalista declara que filhos não trazem felicidade

O testemunho polêmico de uma escritora que se arrependeu de ser mãe causou debates nas redes sociais.



Por mais difícil que a maternidade seja, não é comum estarmos diante de declarações de mães que se arrependeram de ter filhos. O assunto é polêmico, pois automaticamente as pessoas acreditam que essas mães detestam seus filhos e não os criam direito.

É bem comum associarem o arrependimento materno à violência ou até mesmo psicopatia. A verdade é que existem mulheres que não gostam de ser mães, mas não odeiam seus filhos, apenas não gostam dessa função.

Mesmo que a mãe faça tudo correto, ela sempre será julgada por qualquer falha. Tanto é que a primeira coisa que se diz sobre alguma criança que não tem modos é: sua mãe não te educou? Como se a responsabilidade recaísse somente para elas.


Mulheres costumam receber muitos julgamentos quando decidem que não querem ter filhos. Imediatamente associam a ela estar casada ou não, e quando estão, pensam que um dos dois não pode ter filhos de maneira natural. Nunca acham que a decisão é por livre e espontânea vontade.

O que precisamos entender é que a maternidade compulsória existe, e muitas mulheres acabam sendo mães contra a própria vontade. Pela pressão social, da família ou questão interna, acabam se moldando a um papel para agradar. É aí que testemunhos como dessa escritora começam a polemizar.

Uma autora francesa, chamada Corinne Maier, vem causando um burburinho na internet por causa de suas declarações. Com dois filhos, ela afirma categoricamente que é hora de parar com a ideia de que bebês são sinônimo de felicidade.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Corinne Maier.


Nem todos conseguem se sentir realizados com a maternidade. Ela aproveita para falar sobre a própria experiência. Com informações da BBC, Corinne diz que a realidade materna é bem diferente. Criar um filho é 1% de felicidade e 99% de preocupação. Ela escreveu um livro intitulado “Sem filhos: 40 razões para você não ter”, no qual rotula o comportamento da sociedade na questão da paternidade.

Transcreve que, mesmo sendo mãe, está ciente de que se tornou supercontroladora, superprotetora e intromissiva. E isso causa reflexo nas crianças, que se tornarão hipercontroladas e hiperobservadas. Ainda segundo a autora, um filho é visto como garantia de felicidade, desenvolvimento pessoal e até status social.

Ela relata que ser mãe ou pai consome muito tempo, e alguns se envolvem de maneira excessiva na criação dos filhos, a ponto de estarem sempre na frente, tirando a autonomia daquela criança.

Além disso, o cansaço é inerente. Corinne também é psicanalista e afirma que os adultos estão se tornando extremamente obsessivos com os filhos, e quanto mais essa obsessão aumenta, mais o cansaço se torna evidente.


Relata que é em nome das crianças que os pais compram carros, máquinas de lavar, casas maiores, porque os filhos são caros, custam uma fortuna. Foi o que a levou à falência.

A escritora finaliza dizendo que a paixão de adultos por crianças está ligada com a crescente preocupação com o futuro da humanidade e que os pais passam muito tempo cuidando dos filhos e não têm o mesmo afinco de melhorar o mundo para eles.

O que achou da fala de Corinne? Concorda com seus pensamentos?

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