Comportamento

“Os professores são as pessoas mais necessárias e úteis da Terra”

Foto: Divulgação
professores

Uma das missões mais lindas é a de ensinar, e com isso transformar vidas.

A missão de um professor é uma das mais incríveis, necessárias e úteis da Terra. Eles possuem o dom de ensinar, propagar informações e compartilhar ensinamentos, além de habilidades para fazer o outro crescer, mostrando-lhe o caminho, conduzindo para o futuro e ajudando-o no que for necessário para evoluir.

Os alunos devem enxergar seus professores como uma autoridade, como alguém que está ali para ajudar no seu desenvolvimento, a criar laços e conexões mentais.

Os professores têm o papel de transformar vidas e realizar sonhos, pois é pelos seus ensinamentos que uma pessoa fica “pronta para o mundo”, levando uma bagagem contendo desde as coisas mais básicas, até as mais complexas da sua profissão.

Sabendo dessa tão importante missão, que só chega para agregar na vida de todos, por qual motivo muitos desses professores são desrespeitados pelos próprios alunos? Não deveriam receber apenas gratidão por todo o conhecimento adquirido?

Segundo a BBC, de acordo com uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escolas do segundo ciclo do ensino fundamental e médio, o Brasil se encontra no topo dos países que têm o maior índice de violência contra seus mestres.

Na enquete da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil relataram ser vítimas de agressões verbais pelo menos uma vez por semana, além de sofrer intimidação de alunos. Esse é o índice mais alto dentre os 34 países pesquisados. Em segundo lugar vem a Estônia, com 11%, seguida da Austrália, com 9,7%. Já na Coreia do Sul, Malásia e Romênia, o índice é zero.

Um estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem desenvolvido pelo Teaching and Learning International Survey (Talis), para aferir a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão, revelou que, no Brasil, um a cada dez professores (12,6%) acredita que a profissão é valorizada pela sociedade, contra 31% da média global.

Nesse quesito, o país se encontra entre os dez últimos da lista. Em seguida, vem a Eslováquia, com 3,9%, lodo depois a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que suas profissões são valorizadas pela sociedade. Na Malásia são 86,8%, na sequência vêm Cingapura, com 67,6%, e Coreia do Sul, com 66,5%.

Com os resultados das pesquisas, podemos confirmar que, apesar dos problemas, a maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com os seus trabalhos.

Apesar dessa conclusão, segundo a OCDE, os professores não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral. A Coreia do Sul e a China foram citadas como exemplos de países onde o trabalho dos professores é realmente valorizado pela sociedade e por políticas governamentais.

Uma pesquisa divulgada pelo G1 mostrou que, em escolas estaduais de São Paulo, o número de professores afastados por transtornos mentais e comportamentais quase dobrou em 2016 com relação ao de 2015, passando de 25.849 para 50.046. Ainda segundo dados do G1, até setembro de 2017, foram 27.082 professores afastados.

Agressões verbais, físicas e até ameaças atingem os professores, e o receio quanto ao futuro pode ser grande. Essas situações podem desencadear diversos transtornos graves, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar. A falta de atenção à saúde mental dos professores e estudantes é preocupante.