Comportamento

“Posso reclamar da maternidade e ainda amar meus filhos. Isso não me torna ingrata, e sim humana”

Mãe desabafa sobre os desafios da maternidade e o quanto é difícil encarar os julgamentos quando as mulheres estão exaustas.



Suka Nasrallah é mãe e nem por isso acha que deve ficar quieta quando se sente extremamente cansada da maternidade. Ela relatou ao Love What Matters que as pessoas precisam parar de julgar as mulheres que reclamam da maternidade.

É quase certo que a grande maioria das mães estão sobrecarregadas e cheias de responsabilidades. E tudo bem elas falarem abertamente sobre isso, pois podem reclamar sem deixar de amar seus filhos.

Ela relata que a sociedade enxerga a mãe como um oráculo, que não erra, não comete falhas e não reclama de nada. Mas isso é a mais pura irrealidade. Mães estão esgotadas, atarefadas ao extremo, tendo de lidar com várias coisas ao mesmo tempo, e podem berrar que estão exaustas sem precisar se justificar tanto.


Conforme relata Suka, há dias em sua rotina em que ela se sente um robô, que mal recarrega suas energias à noite e, ao amanhecer, precisa fazer tudo novamente. O cansaço faz com que tarefas diárias simples se tornem pesadas, e isso vai acumulando dia após dia.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Suka Nasrallah.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Suka Nasrallah.

Ela diz que ama ser mãe que fica em casa, mas odeia se sentir presa. Ama cuidar dos filhos, mas odeia não ter outro propósito na vida. Fica feliz e adora ser essencial para a casa, mas odeia quando ela não funciona adequadamente sem a sua presença.


Mães carregam um fardo grande que, mesmo estando em outro lugar, a mente continua presa às responsabilidades do lar, a carga mental nunca as deixa. Mulheres sempre estão dando seu tempo, pensamento, corpo, energia e vontade ao maternar e,  quando ousam dizer que estão cansadas, recebem de volta muito julgamento, desprezo e incompreensão.

Segundo Suka, aparentemente, uma mãe precisa estar nessa condição, como se não tivesse vontades e necessidades que também precisam ser cumpridas. E mesmo que ela dê a vida por seu filho e faça de tudo por ele, pode se sentir oprimida pela exaustão de vez em quando.

A maternidade é pesada, e as mães podem dizer isso sem se sentir pessoas horríveis. Suka afirma que nada a faz mais feliz, triste, cansada, orgulhosa, esgotada e realizada quanto o ofício de ser mãe.

O amor por seus filhos ultrapassa qualquer barreira, mas também a deixa desorientada porque acaba se esquecendo de si mesma no processo. É como se uma mãe perdesse a sua existência e passasse a existir apenas para os filhos. Mas tudo bem querer um tempo para si, isso é saudável e vai ajudar muito na rotina e no desenvolvimento afetivo das crianças.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Suka Nasrallah.

Ela conclui que as pessoas sempre são rápidas em julgar e apontar o dedo, afirmando categoricamente que uma mãe escolheu isso. Mas Suka declara que não é porque escolheu se dedicar totalmente a outro ser que vai esquecer tanto de si a ponto de nunca mais se encontrar.

Dizer que está lutando, mesmo cansada, não significa que não ama os filhos, demonstra que é um ser humano, com emoções e com necessidades. Fica pesado e não há problema algum em admitir isso.

Suka finaliza dizendo que pode reclamar da maternidade e ainda amar seus filhos mais que tudo no mundo, e isso não a torna ingrata, muito menos uma mãe horrível, simplesmente a torna um ser humano.


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