Comportamento

“Queria amar estar grávida, mas não amo”: mulher faz sincero relato e encontra apoio de outras mães

Mel fala sobre suas insatisfações durante a gravidez, um tema ainda pouco debatido, fazendo com que as mulheres se sintam isoladas e sem ter com quem conversar sobre o assunto.



Gerar um filho é algo que o útero se prepara para fazer, dia após dia, ciclo após ciclo. Para muitos, a gravidez é considerada uma bênção, momento de muita alegria para a família e pessoas envolvidas no processo, momento em que todos se preparam para receber um novo membro naquele círculo. Mas, para outras pessoas, especialmente gestantes, essa não é a melhor fase.

A partir do momento em que se espera uma criança, as expectativas de quem está em volta, observando tudo, elevam-se a tal ponto, que deixam algumas mulheres desconfortáveis. Sem ter com quem conversar a respeito disso, muitas acabam silenciando suas incertezas e dores, acreditando que o problema está nelas.

A verdade é que muitas mulheres ou pessoas com útero sentem que a gravidez é um dos períodos mais difíceis, seja fisicamente ou emocionalmente. Mel Cooper, australiana, mãe de três crianças e escritora do blog Cooper and Kids, é uma dessas pessoas. Sem querer romantizar a gravidez, ela fala abertamente sobre seu processo, na esperança de encontrar mães que compartilham do mesmo sentimento.


Em um relato que publicou na internet, enquanto estava esperando seu terceiro filho, Mel deixa de lado a glamourização desse processo para explicar tudo o que sente.

Ela começa dizendo que sabe que é uma pessoa abençoada por ter um corpo capaz de engravidar e, em momento algum, menospreza esse fato.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Cooper and Kids.

Enquanto algumas pessoas se sentem maravilhosas e radiantes na gravidez, isso não acontece com ela, infelizmente. Mel sempre quis ficar grávida, amava o corpo de uma gestante, mas quando sentia nela, a coisa era outra. Por alguma razão, percebia-se imensa, além dos vários outros sintomas chatos, que tornavam tão difícil curtir aquele período.


Enjoo matinal, vômitos e náuseas constantes e refluxo o tempo todo. Muito calor, dor pélvica, sensibilidade e dor nos seios. Insônia, exaustão constante, mesmo quando consegue dormir bem. Nenhuma roupa servindo, tonturas, pele ruim e sangramento na gengiva. Necessidade incessante de fazer xixi, isso nos primeiros seis meses.

Quando se chega ao terceiro trimestre, outras reações surgem. A sensação de estar pesada e inchada, a tal ponto que mal consegue se mexer.

Não ser capaz de se abaixar, amarrar o próprio sapato, imagine-se tudo isso com outras crianças pequenas em casa? O final de uma gravidez, para Mel, é muito mais difícil do que ter um recém-nascido em casa.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Cooper and Kids.


Ela explica que a única coisa que ama na gravidez é sentir os movimentos da criança dentro do seu corpo, ela ama e nunca se cansa da sensação. Quando o bebê chuta, mexe-se, gira, a felicidade é gigantesca. Além disso, ela acredita ser surreal ter uma pessoa crescendo dentro de si mesma, uma criança que ela e o marido fizeram juntos.

Mel fala diretamente com as pessoas que estão grávidas neste momento, todas que não se sentem tão bem, assim como ela. Explica que, mesmo que a gravidez não seja tão boa quanto se imagina, é preciso se apegar à verdadeira bênção que existe ali. Você está carregando e fazendo crescer outro ser humano, é um milagre, a gestação pode ser difícil mas, ao mesmo tempo, é a melhor coisa.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Cooper and Kids.

A mãe abre espaço para trocar experiências com outras pessoas que estão passando pela mesma situação, que sentem dificuldades no período gestacional. Para ela, é conversando e se apoiando que tudo se torna mais fácil. Mel finaliza dizendo que todas conseguem, basta continuarem!


O que você achou deste relato?

Comente abaixo e compartilhe-o nas suas redes sociais!

Popó fala com carinho sobre seu filho e declara: “Tenho muito orgulho: médico, bonito e gay”

Artigo Anterior

“Fui ignorado, xingado e cuspido”: ex-policial fala do racismo que sofreu na profissão e na vida pessoal

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.