Comportamento

“Recibos de encontros apareceram no meu cartão.” Ela deu um basta e recuperou o amor-próprio!

Mulher decidiu se divorciar depois que descobriu traição do marido. Hoje ela se diz livre e feliz consigo mesma.



Muitas mulheres ficam com um medo paralisante de estar sozinhas depois dos 30 anos. Idealizam o casamento como a meta da felicidade e quando vão chegando a essa idade, buscam parceiros para que passem a vida juntos.

Algumas se culpam por não estarem em um relacionamento, achando que estão fazendo algo de errado por não terem um companheiro de vida, assim, o desespero bate e elas decidem que precisam se relacionar a qualquer custo.

Diante disso, baixam a guarda para situações que poderiam ser evitadas, se o medo da solidão não fosse tão presente. A sociedade ensina que mulheres bem-sucedidas estão casadas e com filhos, e quando não conseguem isso antes dos 30, o medo bate à porta e viram alvo de relacionamentos ruins.


Jenn Maronek passou por um período extremamente difícil e complicado porque tinha medo de estar sozinha. Em seu aniversário de 30 anos, o medo da solidão a fez ter vergonha de não estar casada. Decidiu que precisava passar por uma mudança na vida e encontrar uma pessoa.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@jennmaronek.

Ela conheceu seu ex-marido através do minigolfe. Por seis semanas consecutivas, eles se encontraram e ela foi se atraindo pelo estilo “bad boy” dele. Achou que poderia consertá-lo, e embarcaram numa relação.

Um ano depois, estavam casados. Achou que encontrou a felicidade, mas percebeu que tudo não passava de uma ilusão. Seu relato no Love What Matters nos faz perceber o quanto a cultura do casamento pode prejudicar algumas mulheres. Por medo da solidão, acabam se relacionando com quem não devem por achar que não conseguirão alguém à sua altura.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@jennmaronek.

Jenn conta que, três meses depois do casamento, as coisas começaram a piorar numa velocidade alarmante. Seu marido decidiu largar o emprego para seguir a carreira de cineasta e ela tornou-se a única provedora da casa. Não tinha ajuda nas tarefas domésticas, então o serviço era dobrado. Trabalhava fora e dentro do lar.

Quando decidiu pedir ajuda para ele ao menos lavar a roupa, a resposta foi que tinha roupas suficientes para durar um mês. Jenn se perguntava intimamente se casamento era isso. Um conjunto de desequilíbrio financeiro, tarefas domésticas se acumulando e expectativas não atendidas. Com seis meses de casamento, eles começaram a fazer terapia.

Durante as sessões, o marido de 24 anos de Jenn dizia que filhos eram algo que deixavam os pais mortos por dentro e que era muito difícil estar casado porque não tinha nenhuma direção para onde seguir juntos, além de falar que ela se importava mais com dinheiro, porque o aconselhou a procurar um emprego. Seu marido achava que ela era a culpada por ele não conseguir emplacar na carreira.


Querendo salvar o que tinha restado do casamento, Jenn resolveu se mudar para a Califórnia, onde teriam mais oportunidades, já que seu marido queria ser cineasta e produtor de vídeo. Uma semana depois da mudança, ele foi até Seattle para trabalhar sozinho num projeto onde, segundo ele, não havia sinal de celular.

Foi nesse mesmo período que recibos de motéis apareceram no cartão de crédito de Jenn. Quando ele voltou, ela exigiu que falasse a verdade e ele disse que ela não ia gostar do que tinha para contar.

Ela viu as mensagens que seu marido mandava e recebia de outra mulher e, ao confrontá-lo, uma briga física aconteceu. Ali colocou um ponto final na relação.

Aos 32 anos, depois de sofrer abuso emocional e físico, Jenn se libertou. Pediu o divórcio e aquele medo de estar sozinha não era mais necessário, pois estava muito pior ao lado de alguém que não a respeitava.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@jennmaronek.

Depois que se separou, ela diz que o autocuidado passou a ser sua prioridade. Organizou uma festa do divórcio onde, junto com suas amigas, comemorou o fim de um ciclo de sofrimento.

Doou os lucros da festa para um abrigo que mantinha mulheres que sofriam de violência doméstica. Foi redescobrindo a vontade de viver, sua autossuficiência e liberdade.

Jenn decidiu contar a sua história para mostrar às mulheres que não há problema algum em estar sozinha. A confiança em si mesma é a chave para a felicidade. Há nove anos que se divorciou e ela ainda está num processo de cura. Mas sua forte independência, força interior e fé a fazem continuar nessa jornada.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@jennmaronek.

Ela finaliza seu relato dizendo que compra flores para si mesma e se presenteia com champanhes. Viaja pelo mundo e não é mais prisioneira do medo de estar sozinha.

Aprendeu a ouvir sua intuição e está mais feliz do que nunca, porque encontrou a paz interior e garante que sua história ainda não acabou. Que essa história se torne exemplo para muitas mulheres. A felicidade está dentro de nós mesmas!


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