Sua raiva é um guia. Abrace-a e liberte-se!

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“Onde há raiva, há sempre dor.” ~ Eckhart Tolle

No sexto ano de casamento, meu marido me chocou ao me dizer que havia decidido ter um casamento aberto. Isso lhe daria permissão para fazer o que ele já estava fazendo, ter um caso.



Em um dos meus raros momentos de raiva, eu ​​discutia e brigava com ele. Eu ainda posso me ver batendo em seu peito, enquanto ele tentava colocar seus braços a minha volta para me tranquilizar de seu amor.

Ele defendeu sua posição, e me lembrou que eu não estava sendo racional. Parei de protestar, porque essa acusação me impactou imediatamente. A lógica e racionalidade foram meus guias.

Essa onda de raiva era nova em minha vida. Eu tinha aprendido a enterrar meus sentimentos, especialmente a raiva, crescendo em uma família japonesa-americana onde escondemos a maioria das emoções.


Além de esconder meus sentimentos, eu confiava no intelecto e rejeitava meu coração.

Quando ele atacou um ponto vulnerável – ser racional – eu fiquei em silêncio. Foi a primeira de três traições que vivi em silêncio ao longo dos anos.

Engoli outros dois gritos de “Não!”, quando, ao longo dos anos, conheci outras duas mulheres, que se intrometeram não só na minha vida, mas também em minha casa.


Como uma mulher aceita isso?

Além de suprimir minhas emoções, eu também aprendi desde tenra idade a interpretar as necessidades do grupo, dos outros, como mais importantes do que as minhas.

Sempre deixei que as necessidades de outras pessoas definissem minha vida.

Eu ignorava minha raiva e desconsiderava minhas necessidades.


Por que enterrar a raiva é uma receita para a infelicidade

Quando você enterra a raiva, amortece todas as emoções, incluindo a alegria.

No meu caso, eu era modelo de uma profissional bem-sucedida e, depois que divorciei, de mãe solteira.

Um profundo descontentamento vivia em meu coração sem ser detectado. E permaneceu escondido até que eu tomei consciência dele.

Quando você não tem raiva, pode pensar que não há nada de errado com sua vida.


Porque nós escolhemos frequentemente enterrar nossa raiva

Você aprende na infância que os adultos não gostam que você sinta raiva. Quando faz uma birra, grande ou pequena, é punido.

Isso ensina que estar bravo é ruim, e você deve guardar essa lição.

Como adulto, quando a raiva te domina, as pessoas ao seu redor também não respondem bem.

Algumas ficam assustadas com a raiva. Outras ficam na defensiva ou zangadas. Trocas cheias de raiva, muitas vezes levam a arrependimento e vergonha. Elas podem até mesmo terminar uma amizade íntima – um preço que você não quer pagar.


Abraçar sua raiva não significa fazer birras

Quando você expressa sua raiva, acha que está certo, e que a outra pessoa ou situação precisa mudar. Ou você diz coisas estúpidas, alimentado pela raiva.

Em qualquer caso, você acredita que alguém ou algo lá fora é a causa de sua raiva. Esta postura faz com que seja fácil perder o sinal inicial para olhar dentro de si mesmo.

Abraçar a raiva é se voltar para dentro, conhecer seu coração. Significa passar tempo com a sua raiva para aprender o que está debaixo dela – o que realmente está acontecendo.

Trate todos os distúrbios internos como um indício

Nada mudou em minha vida até que eu comecei a prestar atenção a todos os distúrbios que experimentava, as pequenas irritações, aborrecimentos que eram sinais de raiva. Eu comecei a apreciar qualquer raiva, porque a via como um guia.

Aqui está um exemplo de um pouco de aborrecimento que eu teria desconsiderado anteriormente em minha vida. Eu estava conversando com meu parceiro em uma caminhada pelo centro sobre alguns insights que tinha sobre um relacionamento importante. Ele me interrompeu para apontar como uma nova construção estava sendo concluída, com detalhes que mal podiam ser vistos à noite.

Eu me senti perturbada, mas em vez de apenas enterrar esse sentimento como normalmente faria, eu me perguntei porque me senti assim. Eu percebi que o aborrecimento apontou para a raiva sobre a atenção ser tirada de mim. Atenção de pessoas que importam para mim é uma necessidade que eu tenho. Se eu não conseguir atenção, me sinto negligenciada.

Eu também reconheci que minha estratégia típica seria ficar calada e deixar o meu parceiro continuar. Mas, em vez de ficar em silêncio, saí do padrão para falar e defender a crença de que sou importante e merecedora de atenção.

Neste caso, uma vez percebendo o distúrbio e o que ele significava, eu disse: “O que estou dizendo é mais importante para mim do que o que você está indicando.”

Minha mensagem foi aceita com um pequeno pedido de desculpas.

Sintonizada com a energia da raiva, eu a encontrei escondida no ciúme, na inveja, na culpa, na frustração, no desapontamento, no arrependimento, na abstinência, na teimosia e na vergonha.

Cheguei a encontrá-la na minha falta de bondade em falar com o meu parceiro, no meu silêncio prolongado, e na minha crítica e julgamento dos outros.

Quando você seguir cada sinal de raiva, encontrará o que está enterrado em seu coração. Você vai descobrir o que precisa para resolver os padrões limitantes ao longo da vida.


Através de sua raiva você descobre suas necessidades, crenças e estratégias

Comecei a conhecer e honrar as necessidades subjacentes à minha raiva, como minhas necessidades de reconhecimento e atenção, descritas acima.

Eu também percebi que tinha muitas crenças limitantes geradas em minha infância, quando minhas necessidades não eram atendidas. Este é o lugar onde o meu sentimento de “não importar veio”, mas agora eu poderia reconhecê-lo e lidar com ele.

Relacionada a essas crenças, eu também vi a variedade de estratégias limitantes que adotei para tentar atender às minhas necessidades. Algumas delas eram perfeccionismo e autossuficiência excessiva.

Quando fiquei com raiva, encontrei a dor de uma criança jovem ferida que acreditava que não era digna, e vi claramente suas estratégias de agradar as pessoas para conseguir o que queria.

Sua raiva não apenas te guia para as suas necessidades, ela também ajuda-o a reconhecer as crenças e estratégias limitantes em sua vida.

Explorar sua raiva profundamente envolve um compromisso

Tirar o máximo proveito de honrar sua raiva envolve tomar o tempo para iniciar um processo de descoberta.

Significa lembrar-se de ter compaixão, e não ser tomado pela raiva.

Você pode descobrir a vulnerabilidade, os medos, o desamparo e a dor.

Quando você se integra com suas partes perdidas, desconstrói os padrões negativos e libera seu coração inocente para brilhar completamente.


Você é ricamente recompensado por abraçar a raiva

Quando você está em unidade com seu coração, conhece não apenas suas necessidades de segurança, amor e comunidade, mas seus profundos anseios de significado e propósito.

Você conscientemente faz escolhas verdadeiras para seu coração.

Então seu coração se abre – para amar mais e mais profundamente; para revelar sua sabedoria; para ver o mundo como uma criança inocente; para estar presente e aceitar o que aparece.

Abraçar a raiva pode ser contraditório, mas ao fazê-lo, você se torna consciente de padrões antigos, inconscientes e reativos. Ao tornar-se consciente desses padrões, você se liberta para escolher de um lugar de poder.

Completamente em seu poder, você se permite estar presente para experimentar a vida a partir do único momento que tem – o momento presente.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Tiny Buddha

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