Comportamento

“Ter filhos fragilizou meu casamento”: mãe de 2 afirma que odeia a maternidade, mas que ama as crianças

Priscilla fala abertamente sobre questões da maternidade que afetam o seu casamento, deixando-a com um sentimento de rancor em relação ao marido.



O nascimento de um filho é capaz de provocar grandes transformações na vida de qualquer família, mudando toda a configuração do lar. A necessidade que um recém-nascido tem de receber atenção é gigante, e os envolvidos naquela criação precisam estar afinados e coesos para que ninguém acabe sobrecarregado, o que acontece majoritariamente com as mulheres.

Atualmente, com a popularização das redes sociais, é possível se conectar com qualquer pessoa do mundo inteiro, encontrando facilmente grupos que pensem da mesma forma ou partilhem dos mesmos hobbies e insatisfações. Para as mães, isso não tem sido diferente, com o intuito de falar abertamente sobre maternidade, sem romantizar essa relação, muitas mulheres comentam sobre a insatisfação de ser mães.

Pode parecer estranho, principalmente porque temos a ideia fixa de que as mães amam incondicionalmente seus filhos, e as que não são assim só podem ser monstros.


Mas o que a maioria dessas mulheres quer dizer é que elas não gostam de fazer parte da “instituição maternidade”, em que esse amor perfeito e a ausência de problemas reinam. Por isso, elas não omitem seus sentimentos, dizem que amam os filhos, mas que se sentem sobrecarregadas e exaustas.

A fotógrafa Priscilla usa suas redes sociais para falar de maneira objetiva sobre sua vida e a relação com a maternidade. Em seu canal no YouTube, ela falou sobre o rancor em relação ao marido, já que começou a sentir que estava perdendo sua identidade com a chegada dos filhos, coisa que não aconteceu com ele.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pfdloveslife.

Sentindo necessidade de se explicar, Priscilla conta que odeia a maternidade, mas isso não significa que não ame as crianças. Segundo ela, assim como qualquer evento capaz de alterar o rumo da vida, os desafios são grandes, e é preciso estar sempre atenta ao presente, dando atenção máxima às crianças.


Tentar ser flexível e ficar em casa em tempo integral sobrecarrega qualquer pessoa, e ela conta que existem dias em que não acorda feliz ou bem, mas isso não muda nada.

Assim que pensa em si mesma, a primeira imagem que lhe vem à cabeça é da mulher que era antes, e conta que tem muitas dificuldades de ser paciente com suas mudanças internas e externas. Com a chegada dos dois filhos, Priscilla nunca mais teve tempo para si mesma, algo que amava fazer, em tudo passou a ser acompanhada, inclusive ir ao banheiro ou tomar banho.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pfdloveslife.

A frustração de não conseguir retomar os projetos pessoais e profissionais também colabora com o sentimento de frustração, e estar apenas com os filhos faz com que sinta necessidade de contato com pessoas adultas, de manter conversas adultas, em programas adultos.


Esse anseio de voltar a ser independente e sair com amigos colabora para esse ódio à maternidade enquanto instituição. Priscilla explica que Gio, seu marido, trabalha fora e sustenta a família, mas que antes das crianças ela tinha a própria renda.

Mesmo a renda sendo compartilhada, a mulher afirma que não se sente confortável em usá-la, o que acaba gerando outros problemas familiares. Além disso, a maternidade afetou de maneira drástica seu casamento e a forma como se relaciona com o companheiro.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pfdloveslife.

Depois que as crianças nasceram, Priscilla revela que começou a desenvolver um sentimento de rancor em relação ao marido. Tudo começou com o ressentimento com o próprio corpo, a forma como ele mudou com as duas gestações e como sua vida mudou simultaneamente, fazendo com que tivesse dificuldade de aceitar essa nova realidade.


O rancor do marido surgiu justamente pelo fato que ele está feliz com a própria vida, enquanto ela, não, mesmo sentindo que deveria apenas se sentir grata pelo fato de os filhos terem saúde e de ela poder ficar em casa com eles. Além disso, há cerca de um ano, eles não têm mais nenhuma intimidade e nem sequer compartilham a cama, já que as crianças exigem outra rotina.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@pfdloveslife.

Os sentimentos e o desabafo de Priscilla não significam que ela “jogou a toalha”, apenas que está sendo madura o suficiente para reconhecer o que não tem funcionado e como se sente em relação a tudo isso. O marido concordou em se esforçar mais com a família, não apenas no trabalho remunerado, enquanto ela vai trabalhar suas inseguranças e dedicar mais tempo a si mesma.


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