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3 dicas infalíveis para sair da zona de conforto

O nosso cérebro opera num sistema de piloto automático pré-configurado para facilitar o nosso dia a dia, mas que pode nos atrapalhar quando precisamos dar um rumo diferente para a nossa vida.



É por isso que toda mudança, por menor que seja, pode ser tão difícil e ao mesmo tão dolorosa, mesmo que seja para o nosso próprio bem.

Sair da zona de conforto significa remar contra a maré, dos outros e, principalmente, de nós mesmos. É como tentar emagrecer ou parar de fumar. Uma batalha diária para abandonar um vício, portanto, esteja preparado.

Reconheça cada vitória, por menor que seja, e não desista se acabar regredindo em algum momento. É normal se atrapalhar no meio do caminho, o importante é manter-se firme no próposito de melhorar a cada dia.


Então mãos à obra:

1. Comece a usar o diálogo interno a seu favor

Estima-se que falamos mentalmente em média 1.300 palavras a nós mesmos por minuto! É muita coisa, principalmente se comparado à quantidade de palavras usadas em diálogos externos  – quando nos comunicamos com os outros – que é uma média de 150 a 200 palavras por minuto.

Palavras têm poder. Se você acha que não, experimente xingar alguém para ver o resultado. É óbvio que as palavras carregam mais do que informação. Elas podem ser fontes de amor ou ódio, harmonia ou discórdia, gratidão ou ressentimento, porém é mais fácil reconhecer o impacto das palavras quando nos comunicamos com os outros do que quando nos comunicamos com nós mesmos.


O nosso diálogo interno, contudo, tem um papel muito mais importante na nossa vida do que imaginamos e o primeiro passo para sair da zona de conforto é renovar o próprio repertório e substituir os diálogos destrutivos por outros construtivos.

Não há problema nenhum em reconhecer os próprios erros, mas ao invés de se punir por tê-los cometido, precisamos aprender a nos perdoar com mais frequência, virar a página e preparar-se para fazer o melhor na próxima oportunidade.

A minha sugestão, portanto, é que você preste mais atenção a esse diálogo interno que acontece na sua mente e comece a fazer pequenas modificações nele para adaptar a sua conversa interna aos seus objetivos, talentos e qualidades ao invés de focar nos aspectos negativos da sua vida e personalidade.

Para sair da zona de conforto, você precisa gerar força e motivação de dentro para fora e não de fora para dentro e é aí que entra o trabalho do nosso diálogo interno que tem o poder de nos colocar para cima ou de nos sabotar para que continuemos boiando na água parada e suja da nossa zona de conforto.



2. Ressignifique, de uma vez por todas, o seu passado

A nossa memória pode ser o nosso pior veneno ou o nosso maior remédio. Imagine um porão enorme, abandonado, escuro, cheio de pó e mofo. Essa é a nossa memória inconsciente, responsável por aproximadamente 85% das nossas atitudes e emoções, segundo estudos científicos.

Isso quer dizer que apenas 15% das nossas ações são tomadas de modo consciente, ou seja, sem a influência do nosso inconsciente ou piloto automático, como eu gosto de chamar. Sei que parece assustador, mas também é a explicação, segundo a Psicologia, para muitos dos nossos problemas interpessoais e comportamentais.


Como é o caso da armadilha da zona de conforto, onde geralmente nos refugiamos em algo que já conhecemos, ainda que nos faça mal, para não termos que encarar os desafios de uma mudança.

A boa notícia é que a zona de conforto é uma armadilha criada por nós mesmos para, basicamente, nos proteger do desconhecido. Por isso, quando pensamos em mudar o rumo das coisas, o porão da nossa memória inconsciente começa a emitir sinais de perigo, enviando à mente consciente informações e sentimentos de experiências passadas que nos causam medo, confusão e dor.

No entanto, quando nos esforçamos para sair do círculo vicioso da nossa zona de conforto e paramos, por um momento, para pensar na nossa situação presente, podemos certamente verificar que NADA daquilo que a memória insconsciente está nos mostrando é real ou palpável, mas são apenas suposições do que poderia acontecer, baseado em experiências passadas, isto é, do que passou, acabou, não existe mais!

A minha dica, portanto, é para que você comece a usar a lógica para combater o medo, confusão e dor que as suposições da sua mente lhe trouxer na tentativa de te manter na sua zona de conforto. Contra argumente consigo mesmo, escreve num papel os seus objetivos e como fará para atingi-los, comece a acreditar em si mesmo, confie no futuro, seja otimista e, acredite, você pode fazer diferente e melhor.


Mas para que a sua mudança seja constante e sustentável, você precisa fazer algumas visitas periódicas ao porão do inconsciente, abrir algumas janelas para a luz entrar e, de preferência, tirar o pó de algumas mesas. Em outras palavras, você tem que revisitar algumas experiências passadas que te magoaram, te assustaram, te diminuíram ou te fizeram acreditar em algo que você não quer acreditar mais.

E quando você estiver lá embaixo (no porão do inconsciente), lembre-se de ressignificar essas experiências negativas, de forma a acolhê-las como parte da sua história, mas sem se apegar a elas. Deixe-as ir com as águas do passado.

Talvez você não consiga ter acesso a tudo o que o seu inconsciente guarda, talvez ninguém tenha conseguido ainda, pois é um território muito pouco explorado, mas para tudo o que você conseguir lembrar e revisitar, lembre-se de exercitar o perdão a si mesmo e aos outros em cada situação que ainda te faz sofrer.

Esse é um método super eficiente e altamente testado, conhecido como Hoponopono, e você pode praticá-lo repetindo várias vezes, diariamente e em voz alta as frases “eu te perdoo”, “eu te amo” e “obrigada” ao pensar em alguém ou algo que tenha te magoado para conseguir se libertar de ressentimentos e gerar mais amor, gratidão e leveza para a sua vida.


A sugestão é que, com menos ressentimentos, você fique mais leve e motivado para fazer as mudanças necessárias na sua vida e pare de ser controlado pelo seu piloto automático.


3. Renove o seu repertório de experiências

Para sair da zona de conforto você precisa de novidade. Precisa colocar o seu corpo e mente para experimentar coisas novas, conhecimento novo. Você precisa ir em busca de novas soluções para problemas antigos e, para isso acontecer, você precisa começar a pensar fora da caixinha de sempre.


Quanto mais estímulos novos, melhor será para o seu cérebro, para que ele comece a perceber as infinidades de outras conexões neurais possíveis, além daquelas que ele já está acostumado na sua zona de conforto.

Sintonize o rádio numa outra estação, preste atenção no que esse locutor estranho está falando, pode ser um assunto interessantíssimo que você nunca tinha ouvido falar antes e pode acabar agregando algo à sua vida (isso aconteceu comigo várias vezes). Ouça uma música nova no youtube (eu já me apaixonei várias vezes por artistas desconhecidos no youtube).

Se você está acostumado a assistir todos os dias a mesma coisa na TV, que tal assistir algo novo no Netflix, um documentário, uma série ou até mesmo um clássico. Você pode acabar o dia, surpreendentemente, inspirado.

Se você tem o costume de ler notícias o dia inteiro ou ficar horas no facebook rolando a página de feeds sem parar, que tal usar um pouco desse tempo online para ler ou aprender algo novo que você sempre teve vontade, mas nunca teve tempo ou motivação para começar. Tem muita coisa boa disponível gratuitamente por aí. Eu, por exemplo, descobri recentemente uma nova paixão por Física Quântica, Yoga e Meditação e, sempre que posso, leio ou assisto algum vídeo a respeito, pois isso me alimenta, me tira da rotina, me coloca para pensar fora da caixa e isso tem feito toda a diferença no meu caminho fora da zona de conforto.


Espero de coração que possa fazer a diferença para você também, afinal, como dizia Albert Einstein “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

 

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