Palavras poderosas!

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A fala, nosso meio natural de expressão, tem um enorme potencial… para o bem ou para o mal. O poder das palavras é conhecido desde os tempos antigos, quando os feitiços e palavras mágicas estavam na ordem do dia para realizar feitiços ou para desfazê-los. E ainda que nesta era da razão e da tecnologia já não se acredite muito em magia, ainda se reconhece que as palavras que usamos têm importantes consequências, pois é bem conhecida a estreita relação que existe entre o pensamento, a palavra e a ação.



Abuso verbal

Embora as palavras não deixem marcas físicas, se abusarmos delas, elas são capazes de produzir danos emocionais graves, tão fortes, que a psicologia considera o abuso verbal tão prejudicial quanto qualquer outra forma de agressão, tais como a físico ou sexual. Portanto, antes de vocalizar as palavras, quando ainda se encontram na fase de pensamentos, temos tempo para evitar que a crítica, o julgamento ou a negatividade saiam de nós transformados em dardos envenenados.

Neste momento crítico é recomendável respirar fundo para enviar uma mensagem de calma para o cérebro, e se perguntar se o que se pensa dizer será edificante para si ou para os outros, se será uma contribuição positiva ou se, pelo contrário, vai diminuir ou causar danos às pessoas ou aos relacionamentos.

Aprendendo a falar

Sim, presume-se que isso aprendemos há muito tempo, certo? Mas não se trata apenas de saber falar, mas de saber como fazê-lo com inteligência emocional. Há pessoas que, em cada frase que dizem, incluem uma ou mais “palavras más” ou também há aquelas que amaldiçoam, insultam ou desqualificam a si ou aos outros o tempo todo. Tecnicamente, não há dúvida de que sabem falar, mas estão usando o recurso da palavra com sabedoria?


Por outro lado, é inegável que a linguagem desempenha uma função comunicativa vital, por issonão é saudável reprimir o que pensamos e sentimos, o que, como seres imperfeitos que somos, nem sempre é bonito nem cor de rosa. Nestes momentos de negatividade, de raiva ou de dor também temos o direito de nos expressarmos, mas os outros têm o direito de serem tratados com respeito.

Para conseguir isso, a chave é a assertividade, esse belo equilíbrio que se alcança ao comunicar de forma autêntica o que pensamos e o que sentimos, de maneira construtiva. Existem alguns recursos que podemos utilizar para sermos assertivos:

As mensagens “eu”: O foco da mensagens é como a pessoa se sente em relação ao comportamento de outra pessoa, sem julgá-la, acusá-la ou rotulá-la.


Por exemplo, se as crianças não arrumam seu quarto, em vez de lhes dizer: “Como é possível que o quarto esteja assim! Que bagunceiros que vocês são!”, usando uma mensagem “eu” se poderia dizer: “Me sinto frustrada quando vocês não arrumam o quarto, porque tenho muitas outras coisas para fazer e adoraria que colaborassem comigo”

Nos dois casos está sendo expressado o que se sente, mas no primeiro a negatividade é descarregada no outro e no segundo o foco está em como a pessoa se sente e se separa o comportamento da pessoa.

“Dar um tempo”: Às vezes a retirada a tempo de um potencial conflito pode evitar palavras das quais nos arrependeremos mais tarde.

Como o objetivo é sermos assertivos, a ideia é “dar um tempo” para retomar a conversa quando as águas já estejam calmas, de modo que as palavras saiam de uma forma controlada, em vez de fazê-lo como uma corrente perigosa.

Em nossas mãos (ou talvez seja mais apropriado neste caso dizer: em nossos lábios) está a possibilidade de criar um clima de harmonia ao nosso redor através de nossas palavras poderosas, as que,  talvez, no fim das contas, contenham mais magia do que pensamos…

Via: A Mente é Maravilhosa

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