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“Adotar não é uma caridade”, diz Giovanna Ewbank sobre a criação de seus filhos e a luta contra o racismo

A apresentadora fez uma reflexão sobre o impacto do racismo na vida de seus filhos e o quanto isso a fez abrir os olhos e se tornar uma pessoa mais engajada.



Há ainda um confronto muito grande com mães que decidiram adotar. De alguma forma que não se explica, certas pessoas acham que só adotam porque não podem ter filhos e não porque se realmente decidiram por isso. Sempre acham que a adoção não é a primeira opção de uma mulher.

Esse conceito não está de acordo com muitas histórias. A adoção não deve ser vista como uma maneira de compensar alguém por não ter filhos biológicos. Ela é um ato de amor, é maternidade. Gerar uma criança não tem a ver com ser mãe. Vemos muitos exemplos de mulheres que engravidaram e, por algum motivo, não quiseram seus filhos.

Diferenciar uma mãe biológica de uma mãe que quis adotar é outra atitude que só reforça esse pensamento de diminuição. Mãe é mãe, não importa se seu filho não esteve em sua barriga, o que importa é se ele está em seu coração.

Giovanna Ewbank se torna assunto quando falam de adoção. Ela e seu marido Bruno Gagliasso decidiram ser pais de Titi e Bless. Quando a decisão foi levada a público, muito se questionou sobre isso. Em entrevista à GQ, Gio conta como isso impactou sua vida.


Ela relatou que as pessoas não acreditavam nela quando dizia que podia engravidar. Achavam que ela era estéril e tinha vergonha de dizer. Mesmo com várias declarações por parte dela negando esse fato, insistiam na história.

Ela então fez uma reflexão e disse que não tinha problema algum em optar por não ter filhos biológicos.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@gioewbank.

O assunto rendeu, pois ela e Bruno tiveram o terceiro filho. Zyan veio de surpresa, não foi planejado. Mas isso não deveria ser motivo para comentarem que ele era uma recompensa. Segundo Gio, adotar não é caridade, eles se decidiram por isso, e perceber que pessoas pensam dessa forma a machuca.


A mãe também viu a necessidade de refletir sobre o racismo, já que seus dois filhos mais velhos são negros. Ela comentou que fica muito preocupada pois o mundo ainda precisa mudar, as pessoas também porque esses padrões tão tóxicos além de destruírem o psicológico, são considerados crime.

Racismo não é tolerável em nenhuma situação. Relembrou o caso da menina Ághata Felix, de 8 anos, que perdeu a vida por conta de uma bala que a atingiu dentro de um transporte, durante uma operação policial.

Disse sem rodeios que antes de ser mãe de Titi, vivia numa “bolha” e só saiu graças à filha. Foi ela quem abriu os olhos de Giovanna para o mundo.

A partir daí, começou a se preocupar com coisas em que não prestava atenção. Orgulhosa, Gio diz que segue aprendendo com seus filhos!

Aproveitou o tema para dizer que seu filho mais novo já nasceu privilegiado, e que é muito difícil isso para ela, já que as conversas que terão com ele não serão as mesmas que vão ter com os mais velhos. Isso a entristece, pois deveriam ser tratados da mesma forma.

O que achou da reflexão de Giovanna? Concorda com o pensamento dela?

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