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Apaixone-se por alguém que te ame quanto eu te amo – A linda carta de um pai para sua filha

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As emocionantes palavras de um pai a sua filha demonstram a importância da figura paterna na vida de jovens mulheres.

Os relacionamentos entre pai e filha podem ser tortuosos. Infelizmente, nos habituamos com famílias compostas sem a figura paterna presente.

Por conta dessa ausência, termos como “pãe”, a junção popular de “mãe” e “pai” para indicar a mulher assumindo o espaço vazio deixado pelo homem, se tornaram habituais.

Tal aceitação passiva dessa triste circunstância faz que a figura paterna seja relegada a um lugar de desimportância. Habitua-se, assim, a acreditar que o pai não é lá tão importante.

No entanto, intelectuais e psicólogos se dedicam a nos lembrar da importância do homem na composição familiar, sobretudo, no tocante ao desenvolvimento social e psicológico das mulheres da família.

Neste assunto, uma das grandes referências é a autora estadunidense Linda Nielsen, preocupada em suas produções em discutir o lugar fundamental do pai na família. Conteúdo central de sua obra “Embracing Your Father”, o que traduzido para o português seria “abraçando seu pai”.

Na obra, Linda Nielsen discute todas as influências diretas e indiretas que a figura paterna é capaz de promover. Sendo, em sua ausência, responsável pela promoção de sérios entraves no desenvolvimento psicossocial das filhas mulheres. E, em contrapartida, quando presentes, são responsáveis por personalidades singulares no mundo. Isto é, mulheres distintas por sua maturidade e autossuficiência.

Pela recorrência da ausência mencionada anteriormente, a importância da figura paterna é negligenciada quase que por unanimidade entre as pessoas. Se o pai tem, de fato, algum papel, ele só existe àqueles que se dedicam à sua reflexão. Pois, na maioria dos casos, ele é frequentemente esquecido.

Para a maioria das pessoas, o pai não precisa ser tão comunicativo. Eles são assim mesmo, quietos. Nessas percepções, fica sob o encargo da mãe a parte da comunicação, da sensibilidade e da demonstração de afeto.

A realidade é que não precisa ser assim. Se a constante reprodução dos papais de gênero – mulheres são sensíveis, homens são viris, e assim caminha a humanidade – nos trouxeram até aqui, não significa que precise ser assim. Essas características e comportamentos que querem nos fazer pensar que são intrínsecos à nossa natureza, podem, e mais do que isso, devem, para a saúde dos nossos relacionamentos e nossa, ser repensados, questionadas e, por que não, abolidos.

Segundo demonstra Linda Nielsen em sua obra, há pesquisas que mostram como a relação entre pai e filha é crucial, sobretudo no tocante à maneira como essas meninas, quando adultas, irão se relacionar com os homens que cruzarem suas vidas.

A autora demonstra que a forma como um pai se relaciona com sua filha, mais do que as mensagens propriamente verbais que transmite, é da maior importância para que uma menina compreenda o que deve esperar de um homem, não aceite qualquer tratamento e, acima de tudo, sequer dependa da validação masculina para a sua vida. Demonstrando que a figura paterna é crucial para o desenvolvimento da autossuficiência feminina.

Receber o amor paterno atravessa tantos aspectos da vida de uma jovem mulher, que sua importância, antes de ser negligenciada, deve ser melhor investigada.

As palavras de um pai para sua filha podem ajudar a discernir a grandeza dessa relação. A seguir, uma carta fictícia da redação suscitando as emoções presentes na relação pai e filha:

“Minha filha, apaixone-se por alguém que te ame quanto eu te amo.

Quando soltar a sua voz, espere dos homens a sua volta os mesmos ouvidos atentos que recebeu de mim. Não permita que diminuam a altivez do seu raciocínio, que zombem do tom doce da sua voz, mas lembre-se a todo o instante da grandeza da sua inteligência.

Não permita, ainda, nenhum tratamento menor do que aquele que eu e sua mãe provamos que você merece.

Espero ter provado, mais do que em palavras, em minhas ações, o amor que eu sinto por você. Desde que nasceu, tornei a missão da minha vida lhe apresentar o amor. Para que pudesse conhecer a fisionomia real desse sentimento. Para que reconhecesse de imediato suas imitações baratas e, incontestavelmente, as rejeitasse. Mas, acima de tudo, para que, quando o amor cruzar seu caminho, você possa imediatamente reconhecê-lo, pois o conheceu, em primeiro lugar, em mim. Na sua família.

Do seu pai que te ama,

Um abraço forte”.

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