Família

Casal homoafetivo, que adotou bebê abandonado no metrô, há 20 anos, mostra como está o filho atualmente!

Em 2000, Danny encontrou um bebê no metrô de Nova York, e sua vida nunca mais foi a mesma. Entenda esta incrível história!



Enquanto ia jantar na casa de seu namorado Pete, um bebê abandonado cruzou o caminho de Danny Stewart e causaria uma grande transformação em sua jornada.

Com informações da BBC, no dia 28 de agosto de 2000, ao passar correndo para fora da estação, Danny notou que no chão havia algo encostado na parede, que parecia ser um boneco.

A cena chamou a sua atenção, pois não era comum brinquedos ficarem jogados no chão, mas continuou seu caminho, subindo as escadas. Decidiu olhar mais uma vez e tomou um susto ao ver que as pernas se mexeram!

Danny desceu correndo as escadas, não acreditando no que acabava de ver. Ao se aproximar, viu que era uma criança! Ela estava quieta, mas alerta, com os olhos arregalados. Danny a pegou e começou a gritar para chamarem a polícia, pois tinha achado um bebê no chão, mas quase todos o ignoraram. Ele não conseguiu chamar a atenção de ninguém.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@petemercurionyc.

Tentou pedir ajuda a uma mulher que passava, mas ela não entendia inglês. Como naquela época o uso de telefones celular não era muito comum, Danny tinha medo de tirar a criança dali e algo lhe acontecer. Mas era preciso fazer algo, então ele subiu as escadas novamente e ligou para a polícia. Disse que encontrou uma criança no metrô e, depois de desligar, correu novamente para o local para ver se o bebê ainda estava bem.

Com a situação à flor da pele, resolveu ligar para seu namorado e contar a história. Com medo de que não acreditassem nele, pediu para Pete também ligar. O namorado de Danny ficou chocado com o que tinha acontecido, até imaginou que pudesse ser um trote, mas seu parceiro não era de fazer esse tipo de brincadeira.


Decidiu ir ao metrô encontrar-se com ele. Chegou enquanto a polícia carregava o bebê para o hospital, para ver se estava tudo bem. Pete disse a Danny que aquilo o conectaria para sempre com aquela criança.

No dia seguinte a repercussão do caso começou. Estava em todas as manchetes, tanto o bebê quanto o nome de Danny. Automaticamente, ele queria saber como aquela criança estava, se haviam achado os pais ou algum parente. Foi ao hospital para onde o levaram, mas não conseguiu nenhuma notícia.

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Continuou com sua vida, quando recebeu um convite da Administração de Serviços para Crianças, para comparecer a uma audiência no tribunal, para testemunhar e depor sobre o momento em que achou o bebê.


Ouvindo seu relato, o juiz lhe perguntou se estaria interessado em adotar o menino. Aquela pergunta foi uma surpresa para Danny. Amigos próximos já tinham sugerido essa ideia, mas ele sabia que era muito complicado e, por ser homossexual, achou que seria mais difícil ainda. Aceitou.

O processo de adoção levou nove meses, além de treinamento para pais e busca de antecedentes criminais.

Danny disse que não havia pensado em adotar o bebê, mas sentiu-se conectado a ele de alguma forma. Sentiu que isso pudesse ser um presente, então ligou para seu parceiro e contou a novidade.

Pete não aceitou, a princípio, pois não tinham dinheiro nem espaço, e isso implicaria numa mudança muito drástica, pois decisões como essa precisam ser pensadas e planejadas. Quase se separaram por causa do aceite de Danny, que disse que seguiria em frente com a ideia, com seu apoio ou não.


Acabou convencendo o companheiro a visitar o bebê no lar temporário. Ao chegar, detestaram o local e as condições da criança. Estava cheia de assaduras doloridas e infeccionadas por todo o corpinho. Aquilo foi muito triste para Danny e Pete que, ao segurar a criança, sentiu uma onda de calor intenso invadir seu corpo. Isso foi o suficiente para amolecer o coração de Pete, que saiu decidido a levar o garoto consigo.

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O processo de adoção, após esse episódio, aconteceu rapidamente, mesmo sendo informados de que levaria meses até que a criança finalmente ficasse em casa com eles. Mas seguiram até o fim, pois assim teriam tempo de se preparar.

E foi dessa forma que um casal homoafetivo se transformou em pais de uma criança, que teria um destino completamente incerto e duvidoso. Deram-lhe o nome de Kevin; ali nasceu uma família!

Quando Pete contou aos seus pais que dariam esse nome para o bebê, sua mãe imediatamente se emocionou e começou a chorar, pois antes de Pete, tiveram um filho que morreu após o parto, e o tinham batizado de Kevin!

De uma forma que não se sabe explicar, essa coincidência estreitou ainda mais os laços sentimentais entre eles.

Vinte anos depois do ocorrido, Kevin está prestes a completar a maioridade. Ele cursa Matemática e Ciência da Computação. Tem mais de 1,80 metro, correu inúmeras maratonas, fez dança dos 9 aos 14 anos, além de tocar violão e piano.

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Sempre foi um rapaz muito respeitoso com todos, é empático e gentil, e controla suas emoções. Não gosta de chamar a atenção. É bem quieto e tímido, mas sabe ser engraçado, principalmente quando se sente à vontade.

Os pais são muito orgulhosos do filho, que veio de surpresa, mas abrilhantou a vida deles. Danny, agora com 55 anos, diz que não consegue imaginar sua vida sem Kevin. Tudo se tornou mais rico e pleno, a visão do mundo e a perspectiva mudou, e mesmo que 20 anos atrás era inconcebível a ideia de ser pai, ele não se vê de outra forma.

Pete conclui que não sabia desse nível de amor profundo até conhecer Kevin e se apaixonar por ele. Acabou escrevendo um livro infantil sobre sua história, cujo título é “Nosso bebê do metrô”.

Que história linda! O que achou desse caso?

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