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Há seis anos, casal adota apenas crianças com deficiência: “Enxergamos o valor dos marginalizados”

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A jovem Addisyn Lopez viu sua vida mudar completamente aos 16 anos, quando abandonou o “sonho americano” para conhecer a realidade das pessoas na Guatemala.



Quando uma família opta por adotar, sabe que a jornada começa muito antes de conhecer aqueles que serão seus filhos. Crescer e viver numa sociedade que institucionaliza algumas relações, como o matrimônio e a maternidade, faz com que seja mais difícil se libertar de alguns padrões enraizados na sociedade.

Escolher adotar é um deles, principalmente quando a família é plenamente capaz de gerar biologicamente, mas reconhece a necessidade de ajudar crianças que podem nunca saber como é ser amadas e cuidadas diariamente. Para Addisyn Lopez, essa mudança toda veio aos 16 anos, quando se mudou com seus pais dos Estados Unidos para a Guatemala.

Segundo relato para o site Love What Matters, ela vivia o típico “sonho americano”, mas viu tudo se transformar radicalmente quando mudou de país.


Addisyn explica que, na adolescência, deixou de fazer coisas consideradas “normais” para assistir a cirurgias em hospitais locais, para segurar as mãos de crianças de 11 anos durante o parto, para trabalhar com tradução, enfrentar agressores em tribunais e ajudar a criar bebês abandonados.

A jovem explica que, em partes, desejava ainda viver a vida de uma adolescente norte-americana normal, mas que acabou aprendendo que ao sair da zona de conforto, o indivíduo permite que Deus o use, mesmo quando existe um grande medo na tomada de decisões. Sua família fundou o “Village of Hope”, na Guatemala, um lar infantil para crianças com deficiência e mães adolescentes.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@addisyn_lopez.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@addisyn_lopez.


Addisyn explica que se sentia completamente perdida antes de encontrar sua “vocação”, dividida entre a vida anterior e a atual, colocando na balança o que realmente queria. Foi quando uma assistente social entrou em contato com ela, explicando que estava com uma criança recém-nascida abandonada por ter um diagnóstico de deficiência, sem nem sequer receber um nome.

Ela não pensou duas vezes e decidiu adotar a criança, descobrindo que ela tinha apenas 3% do cérebro. A partir desse momento, os dias da criança passaram a ser recheados de visitas médicas e exames invasivos, até que o juiz pediu que para Addisyn adotá-la, dando-lhe finalmente um nome.

A pequena recebeu o nome de Emma Leigh, que significa “inteira” e “completa”. Pouco tempo depois, Emma faleceu, mas a mãe explica que, mesmo nascendo em uma situação caótica e complexa, ela morreu sabendo o que era o amor e sendo amada.

Foi quando Addisyn descobriu que a maioria das crianças como sua filha acabam morrendo sozinhas, mas ela não podia mais fechar os olhos para essa realidade, e criou o “Into His Arms”, um lugar onde crianças abandonadas, com doenças terminais, pudessem receber amor até o fim.


Enquanto trabalhava, conheceu Ronald Lopez, que passou a trabalhar com ela no lar; apaixonaram-se e se casaram em 2017. Na cerimônia, todas as crianças do “Village of Hope” queriam fazer parte, então os noivos tiveram 18 portadores de alianças e 37 floristas, ou seja, todos participaram daquele lindo momento. Antes de conhecer o amor de sua vida, ela já acolhia crianças com diferentes deficiências, e agora, em dupla, não pretende parar.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@addisyn_lopez.

Addisyn explica que algumas das crianças que recebem ganham conforto e amor nos últimos dias de suas vidas, outras conseguem fazer tratamento e descobrem que conseguem plenamente evoluir. Mas a maioria delas não fica com eles para sempre. Oficialmente, são uma família de cinco pessoas, com Ezra Justice e Zailee Grace adotados, e Atlas Jude seu filho biológico.

A jornada de todos até o presente momento não foi simples. A jovem precisou segurar pequenos e indefesos bebês em seus braços, assistindo-os dar seu último suspiro, precisou enfrentar consultas médicas, segurando crianças que tinham acabado de sofrer abuso sexual, e sabe que viu as profundezas da escuridão, mas também sabe que viu a luz e a generosidade.


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