Família

Mãe de criança especial desabafa sobre preconceito: “Minha filha não é um erro, ela é a perfeição”

Ela decidiu relatar sua experiência para mostrar ao mundo que sua filha é uma bênção e que merece respeito como qualquer outra pessoa.



Amy Julia Becker é mãe de uma adorável garota de 14 anos diagnosticada com síndrome de Down. Desde a descoberta da gravidez e da condição da filha, ela disse que os desafios maiores foram as pessoas entenderem o quanto sua filha merece estar incluída na sociedade.

Em depoimento ao Love What Matters, Amy conta que a desinformação leva a comentários maldosos, que se tornam ofensivos em relação à condição de sua filha Penny.

A mãe relata que mesmo com todos os estudos e conversas, vê sua filha sendo excluída de atividades ou eventos, e isso não tem a ver tanto com maldade, e sim com a dificuldade em saber como recebê-la, pontuou Amy.


A mãe conta que desde que Penny entrou em sua vida, ela pensa em como pode tornar o mundo mais fácil para quem possui dificuldades. A exclusão nunca foi algo benéfico para ninguém e não é necessário que portadores da síndrome de Down mantenham contato e socializem apenas com quem tem a mesma condição.

Isso acontecia no passado e só prejudicava a todos. Amy quer conscientizar de que sua filha não é um erro, é perfeita em suas limitações. Ela merece respeito, pois é um ser humano, acima de tudo, relata a mãe.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@amyjuliabecker.

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Ainda declara que é importante a sociedade tolerar as limitações, pois assim, quem tem deficiências, será visto como um ser humano pertencente àquela comunidade. A invisibilidade parou de acontecer. A inclusão, segundo a mãe, é a manifestação do desejo de acolher outra pessoa.

Quanto mais uma comunidade é inclusiva, mais respeitosa ela é, e com isso os pais de crianças especiais deixarão de ouvir ofensas e comentários maldosos a respeito de seus filhos. O mais importante de estar inserido na sociedade, é pertencer a ela.

A mãe diz que os programas especiais não são benéficos, porque causam uma falsa impressão de acolhimento, segregando ainda mais. Ela diz que a sensação de boas-vindas, cuidado e reciprocidade é muito mais vantajosa e válida do que atividades somente feitas por crianças especiais.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@amyjuliabecker.

Amy afirma que nunca se arrependeu da escolha de ser mãe de Penny, mesmo com os desafios enfrentados. Ela vê que o mundo mudou e agora sua filha pode frequentar todos os lugares que quiser, sem ser discriminada. Embora ainda existam algumas mentes fechadas, o pertencimento já está claro para a sociedade. Pessoas diferentes também fazem parte da comunidade!

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