Família

Mãe que foi acusada de sequestro por ter filhos brancos declara: “O amor vai além da cor da pele”

Ela falou sobre como lida com os comentários negativos. Cria seus filhos para que eles amem a todos sem fazer a temida distinção que a família sofre.



Kimberly Holden contou ao Love What Matters que em 2011 tornou-se mãe adotiva. Cadastrou-se no programa de adoção temporária e estava muito feliz e animada para começar essa jornada.

Depois de três anos de casamento, decidiu se separar, mas não abandonou a vontade de ser mãe. Disse que sempre teve o exemplo das tias, e conta com carinho o quanto elas serviram de inspiração. Segundo Kimberly, ela não sabia se seu propósito daria certo, pois assim que se cadastrou para o programa de adoção, viu que era a única solteira, mas não considerou isso como motivo para desistir.

Sua trajetória como mãe adotiva temporária iniciou-se; já tinha criado cinco filhos, que hoje estão com suas famílias biológicas, mas sentia que precisava de alguém que pudesse ficar para sempre. Foi aí que conheceu Elisabeth, uma bebê de 8 meses.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@_holden_it_down.

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A mãe disse que não passou pela sua cabeça, nem por um segundo, não ficar com ela porque não era negra. Isso não importava, pois tudo o que aquela criança precisava era de um lar e amor. Não era importante a aparência, porque era o coração a peça essencial. Kimberly começou a sofrer com os olhares assim que passou a sair com sua filha adotiva.

As pessoas, segundo ela, começaram a lhe perguntar se era a babá da criança ou se a tinha sequestrado! Declarou que quando estava fazendo ginástica, uma mulher se referiu a ela como babá e quando Kimberly respondeu que era a mãe, a mulher sugeriu que a criança então se parecia com o pai.


Disse que, nas lojas, sempre falava em voz alta que era mãe da menina e o quanto a amava, para que a filha respondesse: “Te amo, mamãe”, e assim as pessoas, mesmo confusas, saberiam que ela não era uma estranha. Quando Elisabeth se comportava mal e todo mundo prestava atenção, Kimberly pedia para cessarem os olhares, pois ela era a mãe da garota. Assim os curiosos iam embora.

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Surgiu a oportunidade de ser mãe de mais uma criança, e Kimberly não pensou duas vezes. Assim Edgar foi recebido em sua casa. Ela conta que ser responsável por duas crianças brancas foi um desafio ainda maior, mas nunca desistiu, mesmo com muitas pessoas olhando torto para eles. Diz que os olhares em público aumentaram, e os questionamentos também.

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Relatou ainda que foi indagada certa vez sobre o porquê de não adotar crianças negras, se existem tantas órfãs no mundo, acusando-a de não se preocupar com a própria etnia. Kimberly afirma que já foi chamada de nomes cruéis por ser negra e seus filhos, não.

Concluindo, disse que ensina seus filhos a amar a todos, não somente as pessoas que se parecem com eles. Finaliza dizendo que o amor vai além da cor da pele, e isso precisa ser passado para o maior número possível de pessoas.

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