Família

Menina de 9 anos desenha “currículo” para pai desempregado e ele consegue trabalho: “Boa sorte, papai”

Preocupada com a situação do seu pai, Mailén decidiu desenhar o currículo dele, na esperança de que sua tentativa funcionasse.



A pandemia tem feito com que milhões de famílias acabem em situação de vulnerabilidade social, sem emprego e sem a garantia de que no dia seguinte as crianças vão ter o que comer. O desespero toma conta de pais e mães que não encontram emprego em lugar nenhum, com medo do vírus e sem conseguir mandar as crianças para a escola.

Para a família Díaz, na Argentina, aconteceu exatamente a mesma coisa. Gustavo e sua esposa Noelia ficaram desempregados em 2020 e viram os mantimentos e os produtos básicos acabando-se progressivamente.

Pais de Mailén, de 9 anos, e Ámbar, de 5, a mãe atuava como empregada doméstica enquanto o pai trabalhava numa cooperativa, limpando valas. Os dois tentaram arrumar outras ocupações, mas o dinheiro que recebiam nunca era suficiente, chegando a ser menos do que a metade de um salário mínimo.


Gustavo teve a ideia de comprar uma máquina de aparar grama usada, e chegou a brincar, em entrevista ao jornal Cadena 3, dizendo que ela tinha tantos problemas que faltava apenas ser diagnosticada com coronavírus.

Assim que arrumou sua máquina, Gustavo saía todas as manhãs por bairros de sua cidade, tocando campainhas e oferecendo seus serviços. A maioria daqueles moradores aparentaram ter medo e nem sequer lhe davam ouvidos, principalmente porque não o conheciam. Muitas regiões ele não frequentava. Depois de passar um dia inteiro sem ganhar uma única moeda, ele se recorda de voltar para casa e ser recebido pelas filhas com um copo de suco.

Elas não se preocupavam se o pai havia trazido algo ou não, mas Gustavo começou a se preocupar quando isso passou a acontecer em vários dias da semana. Será que havia investido numa área em que não conseguiria nenhum espaço para trabalhar? E pior, investindo dinheiro numa máquina velha, que só lhe deu problema?

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


Mailén, a irmã mais velha, ouviu seus pais numa ocasião dizendo que precisavam arrecadar cerca de 500 pesos argentinos (cerca de R$ 30) para comprar de um vizinho uma roçadeira que funcionava a gasolina.

Foi quando a menina pensou que poderia fazer um desenho para divulgar o trabalho do pai, um currículo feito à mão, como os panfletos que costuma ver na rua. Gustavo se sentiu satisfeito e muito orgulhoso assim que viu o desenho da filha, e não perdeu tempo, compartilhou aquela imagem em seu Facebook.

Ele participava de dezenas de grupos de empregos, onde pessoas oferecem seus serviços ou vendem produtos, e achou que mal não faria em compartilhar seu currículo com essas pessoas.

Mal sabia ele que a estratégia de Mailén estava mais do que certa, e a publicação chegou a ser compartilhada até em outras redes sociais. Gustavo conta que pessoas de outras cidades entraram em contato para contratá-lo, além de ofertas de todos os tipos. O dono de um apartamento em Palermo, por exemplo, doou mais de R$ 5 mil, porque se sentiu tocado e emocionado com o desenho da pequena.


Se a cor do nosso cabelo determina nossa idade, ser grisalha é ter um compromisso com a ousadia!

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