Família

Padrasto sempre visita túmulo do pai de seus enteados com eles: “É uma maneira de curar e amar”

David decidiu que não “tomaria o lugar” do pai dos novos filhos, mas que faria de tudo para preservar sua memória e ajudar as crianças a lidarem com sua ausência.



Quando um novo membro chega à família, nem sempre todos seus integrantes vibram. Seja a chegada de outro filho ou a de um novo companheiro, não são todos os membros que passam por essa transição de forma tranquila. A chegada de um padrasto ao seio familiar, às vezes, é repleta de disputa e dificuldade de diálogo, assim como a de uma madrasta.

Tem-se a ideia de que esse novo adulto está ali para substituir as funções do antigo e, com medo de retaliações ou rejeições, os filhos do antigo casamento podem detestar esse indivíduo. Quando um novo membro vem após uma trágica perda, o processo de cura se mistura à dificuldade de compreender a chegada de outra pessoa, podendo ser prejudicial para todos.

David Katherman-Redgrave conta sua história como padrasto de dois meninos que, tragicamente, perderam o pai, um policial, no exercício da função.


Em seu emocionante relato, compartilhado no site “Love What Matters”, ele fala como a perda de um dos pais pode ser devastadora, especialmente para crianças, que os amam de forma incondicional.

O padrasto sempre tenta imaginar o que os meninos sentiram quando a mãe April Katherman lhes deu a triste notícia: raiva, angústia, medo? Um acontecimento como esse é capaz de desencadear uma sucessão de emoções que vão alterar para sempre a vida dessas crianças, algo que os padrastos não vão poder compreender totalmente, a menos que tenham passado por circunstâncias similares.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@beautyforourashesblog.

Logo que entrou na família, David percebeu que a depressão e a tristeza fariam parte da vida dos meninos, mesmo que não da forma esperada. Com apenas 10 anos, o filho mais velho teve de “crescer muito rápido”, assumindo o papel de protetor da família e, ao mesmo tempo, apegando-se excessivamente à mãe e a qualquer coisa que o fizesse lembrar do pai. A relação entre eles não começou bem, mas o padrasto, que era o adulto, decidiu deixar as coisas fluírem.


O menino não confiava no “pai substituto” e precisava o tempo todo provar como sabia mais e como fazia tudo melhor. Pode ser cansativo, mas é totalmente compreensível, já que ele apenas fazia coisas que pensava que deixariam seu pai orgulhoso, mesmo que de maneira inconsciente. Por isso, David logo percebeu a importância de permitir que ele fosse o homem que pensava que deveria ser, ao mesmo tempo em que, gentilmente, mostrava que estava ali sempre.

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Ele conta que está ali para amar os meninos, amar a mãe deles e, principalmente, “recomeçar de onde o pai deles parou”. Isso, para ele, não é uma substituição, ele apenas quer estar lá para ensiná-los a treinar, a acampar, a pescar e fazer tudo o que estavam acostumados a fazer antes. Mostrando que é possível abrir mão dessas responsabilidades e voltar a ser criança.

O segundo filho demonstrava a tristeza de uma forma diferente, expressando através da raiva toda sua insatisfação. Sem saber como demonstrar seus sentimentos, ele guardava todas as suas angústias até que chegava o momento em que explodia. David logo percebeu que, assim como o mais velho, ele também precisava de ajuda, de uma figura que o pudesse conduzir pela difícil jornada da vida.


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Não questionar seus acessos de raiva sempre foi o melhor caminho, ao invés de inquirir, bastava estar disponível para brincar, para pescar, para tentar, de alguma forma, preencher aquele enorme vazio em sua vida.

Ele revela que nem sempre os padrastos ou as madrastas terão a resposta certa para as perguntas, nem sempre vão agir da maneira correta, mas o que importa é se fazerem presentes.

É importante sempre respeitar e honrar a memória do pai ou da mãe que se foram, demonstrando positividade ao falar sobre a pessoa. Quando o marido faleceu, April decidiu criar um local onde os meninos pudessem visitar sua lápide, compartilhar risos e gritos em dias que sentissem necessidade. David, assim que passou a fazer parte da nova família, conta que demonstrou interesse em visitar o túmulo do pai com eles.


O padrasto demonstra, através de seus atos, que aquilo tudo é saudável. Todos juntos estão buscando uma maneira de se curar, de amar e libertar o fardo que a vida depositou neles. Para ele, é com respeito e afeto diários que se constrói um bom relacionamento, e isso inclui tratar bem a mãe o tempo todo.

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David explica que o luto é algo que dura a vida toda, e a dor e a tristeza só vão se tornar mais fáceis de tolerar, mas nunca, de fato, irão embora. E isso é normal, é a realidade e não precisa ser soterrada, fingindo que não existe.

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