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Quanto custa ser feliz?

Desde que decidi largar o meu emprego e ir viajar, tenho recebido cada vez mais mensagens de pessoas que querem saber como eu planejei tudo, quanto dinheiro eu juntei e se eu tenho algum tipo de renda extra. Resumindo, quanto custa essa brincadeira?



Essa pergunta é difícil de ser respondida porque depende muito do tipo de vida, dos gostos de cada um, dos lugares que gostariam de visitar e do que as pessoas estão dispostas a abrir mão, ou não. Foi quando eu parei para pensar que talvez essa não seja a pergunta correta.

Se você tem o objetivo de fazer algo grande, que também envolva um grande investimento, ou principalmente, se for algo que fará com que você não ganhe dinheiro por um tempo como é o caso de abrir um negócio ou fazer uma viagem, existem outras coisas importantes que precisam ser consideradas além do dinheiro.

Por anos eu achei que dinheiro fosse a solução de todos os meus problemas. Teoricamente, com ele você fica mais bonito, mais saudável já que pode se cuidar melhor, se torna mais interessante já que é bem sucedido, tem hobbies legais e viaja. O que poderia ser melhor? Mas a grande verdade é que o dinheiro é apenas um facilitador para aqueles que sabem como usar e tem tempo para aproveitá-lo. Basta olhar para a quantidade de gente rica infeliz e pobre feliz que há no mundo.

Então eu te pergunto: quanto custa ser feliz?


Quando eu estava morando em São Paulo e trabalhando na agência de dez a doze horas por dia, eu ganhava dinheiro, mas a minha felicidade custava muito caro.

Eu gastava grande parte do meu salário comprando coisas que eu não precisava para compensar todo o meu tempo que estava sendo confiscado pelo transito e pelo trabalho, sem ter consciência disso. Fora que era difícil ser saudável, já que não tinha tempo de fazer exercícios e sempre acabava abandonando as dietas. Ah, e já que eu trabalhava tanto, merecia pequenas indulgências como comer um docinho todo dia, né?


Passava a semana inteira em função da chegada da sexta-feira, aí o meu final de semana se tornava uma gincana. Queria correr no parque, encontrar minhas amigas, ver meu afilhado, ir ao cinema, sair pra jantar com o namorado e ainda emendar uma balada, tudo no mesmo dia. Tinham dias que eu até queria ficar em casa, mas o final de semana era tão curto e tinham tantas outras coisas que eu queria fazer… No domingo à noite, ficava frustrada porque eu não tinha feito metade das coisas que queria, ainda estava cansada e segunda começava tudo de novo.

Antes de eu perceber o quanto isso não estava mais me fazendo feliz, eu achava que esse era o curso normal da vida e ainda agradecia por poder fazer tudo o que tinha vontade. Só achava uma pena não ter tempo para fazer mais.

Tudo é uma questão de perspectiva, por isso, se você quer tomar uma decisão radical, seja comprar um apartamento, pedir demissão para ir viajar ou para montar o seu próprio negócio e odinheiro é o grande motivo pelo qual você não toma uma atitude, meu conselho é:

1. Entenda qual é a sua real motivação. 

Enquanto o sucesso profissional e o dinheiro eram a minhas grandes motivações, eu trabalhava para ser promovida, ganhar mais dinheiro e poder fazer todas essas coisas que queria sem me preocupar com o quanto ia custar. Por estar atingindo meu maior objetivo na vida, o sentimento de realização também me fazia feliz. Quando a minha motivação passou a ser o meu tempo, tudo começou a parecer sem sentido.

“Muita gente gasta o dinheiro que ainda não ganhou para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas de quem não gostam.”
– Will Rogers

2. Entenda como você gasta o seu dinheiro e por que.

Alguns hábitos do nosso dia-a-dia nos fazem gastar dinheiro de forma imperceptível. São gastos bobos como o café que você toma todos os dias depois do almoço ou fazer as unhas toda semana que fazem a gente perder a noção de quanto economizaríamos em um ano se prestássemos mais atenção. O importante é, ao invés de sair cortando gastos sem pensar, fazer uma análise profunda e começar cortando aquilo que realmente não faz tanta diferença para você. Eu sempre adorei fazer as unhas, mas percebi que era um prazer que durava um único dia. Quando elas lascavam no dia seguinte, sentia como se tivesse jogado meu dinheiro no lixo.

CONTA

3. Faça a conta de quanto custam as coisas que te fazem feliz.

Do que você realmente precisa para ser feliz de verdade e quanto isso custa para você? Antes, eu precisava ter 60 pares de sapato e um guarda-roupa lotado. Hoje eu tenho apenas 6 pares e todas as minhas roupas cabem em uma mala. Acho que continuo tão bem vestida quanto eu era antes e sou bem mais feliz. Você vai se surpreender com a quantidade de coisas com as quais você gasta e não precisa.

4. APENAS FAÇA.

Você nunca vai ter o dinheiro suficiente e se for ficar esperando esse dia chegar, o bonde passou e você perdeu. Fora que quando a gente toma uma decisão dessas, acaba se virando de um jeito ou de outro para fazer caber no bolso. Quanto menos dinheiro você tem, mais criativo você fica!

Não deixe que o dinheiro, ou a falta dele, controle suas motivações e decisões, são elas que devem controlar a maneira como você gasta seu dinheiro. Mais importante do que ter o dinheiro, é entender o que ele representa na sua vida. Só assim você vai conseguir determinar o quanto é preciso para dar o primeiro passo. E quando você investe seu dinheiro na sua felicidade, ele volta em forma de mais felicidade!

 

Escrito por Fê Neute via Feliz com a Vida

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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