Gratidão – o ato de agradecer a tudo o que acontece

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Apesar de ouvir falar sobre gratidão desde sempre, foi no ano passado que ela se tornou um exercício especial na minha vida. Muito mais do que, simplesmente, agradecer verbalmente ou através de gestos, aprendi a sentir gratidão e, consequentemente, a grandeza desse ato genuíno. Passei a sentir gratidão pela vida, por estar viva, por conviver com pessoas que, de alguma forma, contribuem com a minha trajetória e, a parte mais complexa desse ato, aprendi a me curvar diante de tudo o que me acontece, inclusive, aquelas situações mais desagradáveis que me obrigam a sair da minha zona de conforto.



Aqui é preciso ter cuidado para não confundir gratidão pelas dificuldades que aparecem com o ato de ver o lado bom de tudo, porque eu Juliana, acredito que algumas experiências são doloridas, são ruins até se você tentar mudar de ponto de vista. Não estou dizendo que tudo o que lhe acontece possui uma face positiva, mas que mesmo perdas e sofrimentos, por exemplo, podem esconder oportunidades de aprendizados e de evolução como pessoa e que você pode ser grato a eles.

É um exercício fácil esse de sentir gratidão pelas adversidades que se apresentam? Só se for nesse meu texto recheado de palavras bonitas e bem articuladas. Na vida, quando sentimos que o nosso tapete foi puxado, choramos, esperneamos que nem crianças que tiveram seus pirulitos arrancados, culpamos o destino ou a má sorte, juramos vingança, mas se conseguirmos acessar nossa razão em meio à todas essas ações, veremos que elas só nos trarão mais dor e sofrimento. Diante desse labirinto, dessa nova condição, podemos escolher tomar um caminho diferente. Quem sabe não estávamos mesmo acomodados demais, vivendo no modo automático e esse obstáculo apareceu para deixar evidente algo que ainda precisa ser trabalhado.

Portanto, assim que a dificuldade aparecer, você até pode chorar, dormir, beber ou xingar até a sua quinta geração de antepassados incompetentes, mas passada a crise, largue a pá, saia do buraco e agradeça pelo contratempo. Silencie, medite, avalie e reflita. Encontre naquele momento motivos para ser grato.


Com esse convite, com esse texto que escrevi para você e para mim mesma, encerro o meu ano exercitando esse ser grata à vida e as oportunidades que ela me proporciona. Das mais doces às mais amargas, das mais óbvias às mais complexas.
Fonte: Escrito por Juliana Baron Pinheiro via Sobre a Vida

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