Yoga para a mente: como praticar os cinco antigos princípios do yoga

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Três mil anos atrás, Buda percebeu que a causa dos problemas que nos atormentam é a nossa mente.



O Dhammapada (uma coleção de ditos de Buda) afirma:

“Com nossos pensamentos, fazemos o mundo.

Fala ou aja com uma mente impura


E problemas irão segui-lo

Como a roda segue o boi que puxa a carroça.

Nós somos o que pensamos.


Tudo o que somos surge com nossos pensamentos.

Com nossos pensamentos nós fazemos o mundo.

Fale ou aja com uma mente pura

E a felicidade vai segui-lo

Como sua sombra, inabalável.”

Dois séculos mais tarde, o professor espiritual indiano Patanjali, fez a mesma descoberta, e foi um passo além, pois expôs um processo sistemático através do qual se pode superar os tormentos de sua mente.

Conhecemos esse processo sistemático como Yoga.

Muitos acreditam que Yoga é um conjunto de posturas e exercícios que promovem a saúde física, no entanto, é muito mais do que isso. É um sistema filosófico que irá levá-lo ao caminho para encontrar a iluminação.

Grande parte do Yoga consiste em preparar a mente, e relativamente poucas pessoas estão cientes de como isso é importante. Os exercícios mentais do Yoga vai trazem alegria à vida, clareza ao pensamento, e uma serenidade imperturbável à seu ser.

A primeira parte do Yoga, de acordo com Patanjali, é um conjunto de cinco princípios conhecidos coletivamente como Yamas.

Aqui estão alguns exercícios que ajudam a trazer isso para a sua vida:

1. Exerça a não violência (Ahimsa)

Isso significa muito mais do que não prejudicar fisicamente outros seres (incluindo os animais). Refere-se à violência em uma escala muito mais ampla de não causar qualquer sofrimento a outros seres.

Por exemplo, sabe os comentários ácidos que você faz sobre outras pessoas? Corte-os fora. E as deliciosas fofocas que fazem o local de trabalho um pouco mais suportável? Isso tem que ir fora também.

Você também tem que considerar as consequências de suas ações. Sua colega de trabalho está um pouco acima do peso e sempre preocupada com isso? Não dê a ela bolo de chocolate.

Pense conscientemente sobre o impacto de seus comentários casuais e ações. Veja o que você pode fazer para não causar sofrimento aos outros.

Você nem sempre será bem-sucedido, mas a tentativa vai te beneficiar.

2. Mantenha-se verdadeiro (Satya)

Sua palavra é seu vínculo? Pense nas inúmeras vezes em que você se perde da verdade. Quando sua esposa lhe pergunta como ela está em seu vestido novo e você acha que ele não combina de jeito nenhum, o que você diz? Ou quantas vezes você prometeu ligar para alguém ou fazer algo, e depois simplesmente esqueceu?

É verdade que pequenas mentiras atuam como lubrificantes sociais e tornam a vida melhor para todos. Ou você pensa isso. Mas cada uma dessas mentiras te afastam do seu ser, mesmo sem você estar ciente.

Então, quando você fizer um compromisso, faça-o de boa vontade e o cumpra. Se não for possível, avise a pessoa do porquê. Você vai ganhar a reputação de confiável.

E o que você diz quando acha que o vestido de sua esposa é terrível?

Experimente algo como “Eu amo quando você me faz perguntas como essa”, e torça para que ela não perceba que você não a respondeu!

3. Não roube (Asteya)

Isso significa muito mais do que não tomar a propriedade dos outros. Você leva o crédito sobre o trabalho de seus subordinados? Você faz comentários infundados sobre outros e “rouba“ suas reputações?

Veja quantas vezes, por meio de palavras e ações, você pega algo que não é seu por direito. Veja os padrões duplos que você usa, como devolver um troco errado dado você pelo vendedor de cachorro-quente, mas não devolver os R$20,00 dados a mais pelo caixa eletrônico.

O Universo te dará o que é seu por direito. Você não precisa tomar o que não é seu.

4. Pratique a autocontenção (Brahmacharya)

O ponto não é se abster de atividade sexual. É inútil passar o seu tempo obcecado em não fazer sexo. É uma estratégia inútil tentar conter à força os seus sentidos. Mas você pode canalizar sua força em atividades produtivas. Todas as saídas criativas de poetas, escultores e artistas vêm desta mesma fonte de energia.

Você também pode utilizá-lo com sabedoria.

5. Não se apegue a nada (Aparigraha)

Observe como você está sempre agarrado a uma coisa ou outra. Você faz uma boa refeição em um restaurante e imediatamente já imagina quando poderá retornar. Seu chefe comenta sobre o quão bem você está escrevendo, e você automaticamente projeta oportunidades para mostrar sua escrita.

Quando você se apega você está se mantendo conectado a uma memória, a algo que já passou. E esse apego o impede de aproveitar o momento e o que virá.

Examine o seu cotidiano de perto, especialmente seus pensamentos. Você vê como sua tendência de se apegar está degradando sua vida?

Pratique o desapego. Mesmo um modesto sucesso neste ramo fará uma enorme diferença em sua vida.

 

Traduzido pela equipe de O Segredo

Fonte: FinerMinds

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* Matéria atualizada em 23/04/2015 às 1:24






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