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Natal, a esperança renovada

Um texto escolar diz o seguinte: “Em todas as casas há luzes e pinheirinhos enfeitados. É Natal, tempo de amor, paz e solidariedade”. E continua: “Papai e mamãe fizeram uma campanha e arrecadaram agasalhos e brinquedos para as crianças que vivem no orfanato Menino Jesus. Todos estão felizes”.



Outro texto escolar registra: “Este deve ser o verdadeiro espírito de Natal: paz, amor, fraternidade, amizade, verdade”. E, na sequência, orienta no sentido da tarefa a ser realizada: “Pinte cada palavra de uma cor e copie aquela que mais tocar o seu coração”.

Resumindo, este sempre foi o objetivo simbólico do Natal: fazer com que o coração das pessoas de todos os cantos do planeta, seja tocado por sentimentos de paz, amor e solidariedade. No fundo, a cada ano que passa, é a esperança renovada por um mundo melhor, livre da energia do ódio e do egoísmo que contamina corações e mentes.

No Natal, o nosso lado puro, criança, ressurge, pois neste dia em que Cristo nasceu, é como se renascêssemos para novos sentimentos em relação ao outro e em relação a nós mesmos. A sensação de experienciarmos uma energia diferenciada parece invadir a nossa alma: confraternizamos paz, perdão e amor na ceia de Natal como não fizemos nos demais dias do ano. Nesse sentido, o do amor fraternal, Roberto Carlos define em uma frase de suas composições musicais, o que acontece quando praticamos esta energia: “Tudo pára quando a gente faz amor”.


E esse “parar” natalino é um momento de êxtase, de sublimação da realidade contrária ao sentimento que une mentes e corações humanos em apenas uma noite e um dia, experiência que repetidamente desafia a capacidade do homem de olhar para dentro de si mesmo na perspectiva de “algum dia” no calendário cósmico, assumir o amor como instrumento transformador de realidades. Por outro lado, o simbolismo do Natal supera interesses mesquinhos, à medida que a energia do amor ofusca o que insiste em permanecer nas sombras da obscuridade. Nunca fomos tanta luz em tão pouco tempo…

A felicidade natalina, portanto, é uma situação momentânea projetada para uma realidade de mundo idealizado pela humanidade. Nesta noite-dia somos crianças com o brilho nos olhos, o coração que acelera de alegria e felicidade, e a esperança no coração da fantasia tornar-se permanente realidade. E esse dia tão esperado depende de todos, mas ao mesmo tempo, de cada um de nós, ou seja, de fazermos de cada dia um dia onde os sentimentos do Natal estejam presentes nas relações humanas. Nesse simbólico sentido, a edificação de uma árvore de natal que dure para sempre é o nosso maior desafio. Um árvore que em sua base, como orienta-nos a tarefa escolar, a mentira seja substituída pela verdade. Depois, no sentido ascendente, a injustiça substituída pela justiça; a inimizade pela amizade e o perdão; o egoísmo pela solidariedade; e no topo da árvore, o ódio substituído pela paz e pelo amor.

Portanto, aproveitemos o espírito natalino para fundarmos os alicerces da árvore de Natal do futuro. Mas para isso, como simboliza o nascimento de Cristo, precisamos renascer em busca de um novo homem que acredite ser a felicidade natalina, um nível consciencial plenamente alcançável por aquele que percebe ser a energia do amor um instrumento transformador de realidades.

Por Flávio Bastos


Um café e um amor… quentes, por favor!

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