Perdão…

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O que é perdoar? Devemos perdoar? E sermos perdoados? O perdão tem que ser dado por palavras ou atitudes? Quando alguém nos magoa, trata-nos de forma injusta ou até mesmo nos deseja mal, será que somos capazes de perdoar esta pessoa? Será que devemos perdoar?



Lógico que o perdão tem que vir de nosso coração e não simplesmente de nossas palavras, porém, o mais importante não é se seremos capazes ou não de perdoar alguém e, sim, a primeira questão a ser levantada é: será que a pessoa que o magoou quer ser perdoada? E mais, será que ela terá humildade de lhe pedir perdão?

A chave do ato de ser perdoado está na humildade da ação de pedir perdão. Esta atitude certamente fará com que o ciclo malévolo de atos muitas vezes impensados se rompa e uma nova energia dê origem a um novo ciclo carnal entre os envolvidos, sendo esta a chance de crescimento para ambos.

Cabe ressaltar que toda esta reflexão sobre o perdão é pessoal e retrata minha maneira de ver o desenvolvimento humano na atualidade. Parto do pressuposto que ninguém é dono da verdade e, assim sendo, por que devemos nos achar no direito de perdoar e sermos perdoados?


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Acredito que todos nós buscamos um caminho suave de resignação, aprendizagem e progresso espiritual e intelectual, porém, nem sempre temos a receptividade de todos e assim, muitas vezes, nosso perdão é manifestado de diferentes maneiras e uma delas é o esquecimento total daquilo ou daqueles que nos fizeram mal.

Assim, seguimos em frente, com a mente e o coração limpos de qualquer pensamento negativo em relação a quem nos magoou e isso não deixa de ser uma forma singular de termos dado nosso perdão, mas devemos ter o direito de nos afastar de tudo aquilo que diminua nossa faixa vibratória e nos traga lembranças amargas.


O sábio Chico Xavier disse que “embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” e a interpretação desta bela reflexão pode ser dada de diferentes maneiras; uma delas é que podemos limpar nossa alma de mágoas desnecessárias e seguirmos em frente nosso caminho sem que necessariamente tenhamos de conviver com pessoas que se afastaram do nosso convívio, porém, isso não significa que não tenhamos perdoado e esquecido tudo que passou.

A cada dia que passa, tento renovar minhas atitudes com todos aqueles que cruzaram meu caminho nesta encarnação e, assim, estou depurando minha alma com a resignação de quem tenta corrigir falhas e superar mágoas que por ventura tenha causado a outrem.

Conheço muito bem os homens, para ignorar que muitas vezes o ofendido perdoa, mas o ofensor não perdoa jamais… Jean-Jacques Rousseau

Por Affonso Celso Gonçalves Jr.

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