Hoje eu me deparei com um texto do Luis Fernando Veríssimo,  que postei em dezembro de 2011 com o seguinte comentário: “Soquinho gostoso no estômago para fechar o ano! Amei!”.


Quase

Luis Fernando Veríssimo


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

 

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

 

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
Eu reli o texto e ele teve o mesmo efeito. Fiquei feliz ao perceber que muitas coisas legais que vivi de lá pra cá se devem exatamente a ousadia de viver, de arriscar, de aproveitar e de acreditar.

Parece que aos poucos a vida foi me mostrando (e ainda mostra) que embora fazer planos e estabelecer metas sejam um bom combustível para conquistarmos os nossos sonhos, às vezes o que tem de melhor para a sua vida está bem a sua frente e você insiste em não ver.Eu finalmente vi, mudei minhas regras, revi os meus conceitos e “pré-conceitos” e não deixei que o “medo me impedisse de tentar”.


Espero que o texto tenha o mesmo efeito em você porque a gente nasceu para ser feliz e não  “quase feliz”! Eu mereço, você merece! Todos nós merecemos!
Seja feliz!

Obrigada!


BeijosAline Wenner

Aprenda quando é a hora de esperar

Artigo Anterior

Como os seus pensamentos criam a sua mente?

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.