Mulheres e a dor

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Mulheres toleram mais a dor do que homens?

Muitas pessoas supõem que, pelo fato de dar à luz, mulheres têm maior tolerância à dor do que homens. Porém, alguns estudos não apoiam esta teoria. Um estudo na Pain Management Unit da University of Bath (Unidade de Tratamento da Dor da Universidade de Bath) relatou que mulheres sentem mais dor durante a vida e por períodos mais longos do que os homens. Um experimento analisou homens e mulheres com os braços submersos em água gelada. Nesse experimento, mulheres apresentaram limiar de dor baixo e
menor tolerância à dor do que homens [Fonte: Live Science – em inglês].



Os cérebros das mulheres também responderam de forma um pouco diferente dos homens. Existe uma considerável sobreposição nas áreas do cérebro que respondem à dor e estresse, mas os centros límbicos das mulheres se tornam ativos além dessas áreas. O centro límbico é responsável pelas emoções, portanto, isso sugere que mulheres têm maior probabilidade de ter respostas emocionais à dor e estresse. A teoria dos pesquisadores é que isso se deve ao papel tradicional das mulheres de cuidar de outras pessoas [Fonte: Science Daily – em inglês].

De acordo com a medicina tradicional chinesa, homens e mulheres suportam dor de maneira diferente devido às suas características energéticas (teoria do yang e yin). Por serem regidos pela energia yang, os homens suportam mais dores externas, enquanto as mulheres, dominadas pela energia yin, têm maior tolerância a dores internas. É por isso que alguns estudos mostram que homens aguentam mais dor que as mulheres quando ambos são submetidos a agentes externos, como frio e calor. Mas quando ambos os sexos passam por uma dor internam como a da cólica renal, as mulheres são muito mais tolerantes.


A Barbie faz mesmo que as mulheres odeiem seus corpos?

women-5Em 1995, pesquisadores da Universidade do Arizona estudaram como as garotas afro-americanas e brancas viam seus corpos. Pediram que as adolescentes descrevessem seus próprios corpos e como seria uma garota perfeita. Garotas afro-americanas não queriam atribuir traços físicos a uma garota ideal, mas as brancas deram mais ou menos a mesma descrição. Para elas, a garota tinha 1,80 m, pesava uns 45 kg e tinha cabelo longo. Pesquisadores chamaram esta descrição de “uma manifestação viva de uma boneca Barbie”.


Alguns pesquisadores usaram isso como uma prova de que as bonecas Barbie encorajam as meninas a fazer de tudo para ter corpos inatingíveis. Alguns dizem que a Barbie é responsável pelos implantes mamários e distúrbios alimentares. No entanto, não houve um estudo em grande escala mostrando ligação direta entre a Barbie e a baixa auto-estima ou aumento de distúrbios alimentares. Também não houve estudos provando que as meninas querem se parecer com as bonecas Barbie. Na verdade, um estudo britânico em 2005 revelou que as garotas normalmente desfiguram ou mutilam suas Barbies, enquanto deixam seus outros brinquedos intactos.

Porém, um estudo sugeriu que brinquedos com proporções inatingíveis podem afetar a auto-imagem de uma pessoa. Mas o estudo não envolveu a Barbie, envolveu brinquedos de meninos e também bonecos do Ken e personagens de ação como o Hulk e G.I. Joe. Os homens no estudo relataram uma auto-imagem mais negativa depois de brincar com personagens supermusculosos do que depois de brincar com o Ken. Se um brinquedo pode afetar os homens dessa forma, pode afetar as mulheres também.

Médicos e cientistas ainda estão descobrindo outras semelhanças e diferenças entre homens e mulheres, e já fizeram algumas descobertas surpreendentes. Por exemplo, após a Segunda Guerra Mundial, empresas farmacêuticas temiam que testes com drogas pudessem prejudicar mulheres grávidas e que os hormônios femininos poderiam afetar os resultados dos testes. Portanto, testaram primeiro em homens. Mas nos últimos anos, a comunidade médica descobriu que mulheres e homens normalmente apresentam diferentes respostas às drogas. Por esse motivo, testes em humanos de novas drogas incluem tanto homens quanto mulheres. Para aprender mais a respeito de como os gêneros afetam a fisiologia, psicologia e outros traços humanos, acesse os links na próxima página.


 

 

Parte 1 – Como funciona as mulheres

Parte 2 – Mulheres e emoções

Parte 3 – Mulheres: o cérebro, o corpo e a Barbie

Parte 4 – Mulheres e a dor

 

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Fonte: HSW

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