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Ana Carolina, mãe de Isabella Nardoni, troca mensagens de apoio com pai de Henry

O caso do menino Henry, que foi morto supostamente após sessões de espancamentos de seu padrasto, o vereador Jairinho, tem tomado conta dos noticiários nas últimas semanas.



Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, deu um depoimento à revista Piauí sobre como o crime remeteu à sua própria experiência traumática, quando sua filha foi morta pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, em 2008.

Durante seu depoimento em primeira pessoa ao jornalista João Batista Jr., divulgado nesta terça-feira (13.06), Ana disse que ao assistir na TV a uma entrevista da mãe de Henry, Monique Medeiros, que também é investigada, sentiu emoção falsa e versão combinada dos fatos.

“Senti algo muito estranho… Naquele momento, pensei o pior mesmo e vi semelhanças com o ocorrido com a minha filha, Isabella. Por mais que as pessoas ensaiem, criando uma versão falsa para o crime, a verdade não consegue ser escondida nem por elas mesmas”, afirmou.

A administradora – que atualmente é casada e tem dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano -, revelou ter ficado muito tocada pelo nível de brutalidade e “pelas coincidências” com o inferno que viveu pessoalmente.

Também por isso, decidiu mandar uma mensagem de conforto ao pai de Henry, Leniel Borel, via WhatsApp.


“Meu coração estava pedindo pra fazer isso”, disse à publicação.

De acordo com a Piauí, Ana ficou muito comovida com o caso e lamentou pela vida interrompida de Henry.


“Sabe o que é mais dolorido? Eu e Leniel entregamos os nossos filhos para quem deveria cuidar e zelar. Entregar um filho para nunca mais voltar é o que mais machuca, revolta”, escreveu ela, que ponderou: “As dores não são comparáveis. Mas elas são enormes, imensuráveis.”

Para ela, a Justiça (quando feita) conforta o coração de alguma forma. “O julgamento e a condenação encerram um ciclo, colocam um ponto final em uma história muito triste. No meu caso, entre o assassinato da minha filha e a condenação, passaram-se dois anos”, contou Ana, que relembrou que a filha faria 19 anos no próximo dia 18 de abril.

Ana ainda avaliou o importante papel da imprensa no caso, apesar revelar de ser muito dolorido ainda ver o rosto da filha estampado em veículos por tanto tempo.

Segundo escreveu para a Piauí, em diversos momentos se sentiu sufocada pela super exposição. “O luto precisa ser vivido”, disse ela, que também defendeu a espiritualidade como uma forma de conforto.


Ao terminar o depoimento à publicação, Ana Carolina disse que recebeu uma resposta de Leniel que agredeceu pelas palavras neste momento.

“Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz”, dizia parte da mensagem.


Monique, mãe de Henry, fez foto ao depor na polícia

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