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Após passar por covid e parto, mãe troca pulmão artificial por transplante

Ana Raiane dos Santos Medeiros, de 31 anos, passou por cirurgia de transplante de pulmão nesta terça-feira (31), após complicações pela covid-19, dar à luz e enfrentar quase três meses em tratamento com pulmão artificial.



“Havia expectativa muito grande de aparecer um doador, só que não tão rápido assim”, comemorou o marido Carlos Henrique, em entrevista ao UOL. “A equipe médica avisou de madrugada que surgiu um doador para ela e ela foi para a sala de cirurgia por volta das 2h da manhã”, explicou.

A informação do transplante foi confirmada pelo médico Renato Max, que acompanhou Ana Raiane quando ela estava no Rio Grande do Norte e inclusive esteve com ela na transferência de Natal para São Paulo, onde a paciente conseguiu uma vaga por meio do PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) no Hospital Albert Einstein.

Foram 20 dias na espera de um doador compatível, já que ela conseguiu avançar no ranking de prioridade na fila de transplantes, devido ao seu quadro clínico. Sua luta para conseguir chegar até São Paulo passou por ordens judiciais e apoio de familiares, amigos e equipe médica do Hospital Promater, em Natal.


“Nossa guerreira Ana Raiane, que havia retornado para ECMO, recebeu hoje seu pulmão novo. A luta ainda é grande, mas ela já venceu mais uma batalha nessa guerra. Todas as orações para a cura desse exemplo de resiliência”, publicou Renato Max nas redes sociais.

Os dias anteriores ao recebimento do órgão novo foram calmos. “As últimas semanas foram tranquilas. Graças a Deus ela estava bem calma, tranquila e sempre esperançosa. Consciente de tudo”, afirmou Carlos Henrique. A cirurgia já foi finalizada e Ana Raiane foi para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), está sendo sedada para evitar dores e já teve contato com a família.

Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal

Relembre o caso


Ana Raiane estava grávida de 36 semanas quando apresentou sintomas da covid no meio de maio. Ela antecipou o parto da pequena Maria Isabela poucos dias depois e, desde que está fazendo tratamento, viu sua filha apenas duas vezes, ficando afastada da família por todo o período.

Após decisão judicial, ela conseguiu custear tratamento com ECMO em um hospital particular de Natal e foi posteriormente transferida para São Paulo, no dia 11 de agosto, na esperança de receber um transplante de pulmão. Com prioridade na fila de quem precisa de transplantes, ela foi comunicada de ontem para hoje sobre um doador compatível.

Agora, o casal continuará em São Paulo por alguns meses para continuar o tratamento e acompanhamento da recuperação e reabilitação, antes de retornar a São Vicente (RN). “Breve, breve estamos voltando para o Rio Grande do Norte”, prevê Carlos.


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