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Autista de 8 anos é agredido por terapeuta: “Chorei do início ao fim”, disse mãe, ao ver imagens

autista

A família de um menino, de 8 anos, diagnosticado com autismo, denunciou a terapeuta ocupacional e fisioterapeuta Samia Patricia Riatto Watanabe ao 22º Distrito Integrado de Polícia, pelo crime de maus-tratos.



Os pais do garoto descobriram as agressões ao assistirem aos vídeos gravados por uma câmera de circuito interno instalada em uma clínica particular, em Manaus, onde a terapeuta realizava os atendimentos. Nas imagens, é possível ver a mulher puxando o braço da criança, batendo na cabeça e empurrando o menino.

De acordo com os documentos em que o Dia a Dia Notícia teve acesso, a Polícia Civil (PC) investigou o caso por meio do termo circunstanciado nº 00000639/2021 por suposto crime de maus-tratos.

O caso já tramita na 15ª Vara do Juizado Especial Criminal, sendo a última movimentação oficial um despacho da juíza Sanã Nogueira Almendros de Oliveira determinando a notificação do titular da ação (MPAM) para providências.


Em nota, o MPAM informou que “a Coordenação da área Criminal informou que os autos ainda não foram cadastrados no sistema SAJ-MP, ainda estão no SAJ- PG5, o que significa que ainda não foram encaminhados ao Ministério Público. Em movimentação do dia 28/09, os autos estão conclusos para despacho do juiz da 15ª Vara do Juizado Especial Criminal”.

Nos vídeos e documentos da PC em que Dia a Dia Notícia teve acesso mostram e é observado que a Samia falava aparentemente de forma ríspida com a criança e em tom de ameaça, além de puxar o braço em diversos momentos.

Um trecho mostra a terapeuta batendo com a mão direita na cabeça da criança, para que o mesmo levante-a. Em seguida, aparentemente, a criança chora e enxuga os seus olhos.

Há também, em outros trechos, imagens que mostram a criança sem acompanhamento algum durante as sessões. No dia 29 de junho, uma das câmeras mostra Samia recepcionando a criança na entrada da sala empurrando-o no peito, de forma ríspida, com o dedo. Veja no final do vídeo abaixo. As sessões, segundo os pais da criança, começaram em fevereiro deste ano e duraram três meses.


 

A mãe do garoto relata que foi surpreendida após o próprio filho dizer que estava sendo agredido pela terapeuta. “Eu fiquei desesperada e surpresa. Ao ver os vídeos é visível observar que ela não cumpria com seu dever funcional e que houve agressões físicas e psicológicas contra meu filho”, disse a mãe da criança autista.

Depoimento

À polícia, Samia Watanabe negou as agressões e denúncia de maus-tratos e disse que a “batida na cabeça” e os puxões tratam-se de um método chamado propriocepção e reforço sensório social, que fazem parte do tratamento. Ela também disse em depoimento que em momento algum deixou o menor sem atenção.


O Dia a Dia entrevistou a psicóloga Themis Bessa, que analisou os vídeos e observou nas imagens que a terapeuta não atendia a criança da forma adequada.

“O que a gente vê no vídeo é que ela não faz correto a técnica de propriocepção, não faz de forma correta nitidamente. Essa pessoa parece que está irritada, estressada e sem paciência com a criança”, afirmou, frisando ainda “eu não consigo enxergar nos vídeos que ela esteja fazendo de forma adequada. Que ela pega muito brusco na criança, você vê um excesso da profissional”, conclui a psicóloga.

A reportagem entrou em contato com a terapeuta por telefone celular e ela não quis comentar sobre o assunto. O marido dela disse apenas que os advogados iriam entrar em contato com o portal. Em nota, o advogado disse: “nós reiteramos a inocência da Sâmia em face das alegações infundadas e acreditamos na melhor prestação jurisdicional para o caso, haja vista a nossa confiança no Poder Judiciário”.



Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, população LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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