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Tia afirma que bebê morta em ataque era conhecida na creche como “miss simpatia”

Direitos autorais: Leonardo Felipe Fernandes de Barros/Arquivo Pessoal
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As cinco vítimas foram atingidas por golpes de facão, e o autor está em prisão preventiva.

O atentado na creche de Saudades, no Oeste Catarinense, que aconteceu nesta terça-feira, dia 4, chocou o Brasil inteiro. A vítima Anna Bela Fernandes de Barros, de apenas um ano e oito meses, é lembrada pela tia Fernanda Fernandes como uma criança carinhosa e meiga com todos ao seu redor, inclusive na escola onde estudava.

Segundo informações do G1, Fernanda explica que a morte da menina provoca uma dor que só aumenta, principalmente por ter visto a pequena naquelas condições, sendo conhecida por todos na creche como a “miss simpatia”. Ana foi uma das cinco vítimas que o jovem de 18 anos fez, usando um facão como arma do crime.

Além dela, Luiza Mahle Sehn, de um ano e sete meses e Murilo Massing, de um ano e nove meses, foram mortos. As professoras, Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, e Mirla Renner, de 20 anos, também foram atingidas pelo jovem e morreram. Todas as vítimas foram enterradas na manhã de quarta-feira, dia 5.

Apenas um bebê sobreviveu ao ataque, passou por cirurgia e está neste momento em um hospital de Chapecó. Depois que deixou a UTI, o menino foi levado para o Hospital da Criança e os médicos afirmam que seu quadro de saúde é estável. O autor do atentado, depois que cometeu os crimes, deu golpes contra o próprio corpo e foi internado em um hospital da região.

Edna Dessoy, mãe de uma das crianças que estavam na creche no momento do atentado, acredita que as duas professoras que morreram e os outros funcionários da instituição foram fundamentais para reduzir o número de vítimas. Ela acredita que as mulheres foram corajosas em lutar, em enfrentar o assassino para tentar salvar a vida das crianças.

A investigação está em andamento, e a polícia acredita que a professor Keli Adriane tenha sido a primeira pessoa que o rapaz encontrou ao entrar na creche, a atacando. Mesmo tendo recebido os golpes, ela correu para uma sala, onde estavam quatro crianças e Mirla, de apenas 20 anos.

O jovem a seguiu até a sala, onde continuou os ataques, matando três crianças e as professoras. Todos foram atingidos com, ao menos, cinco golpes de facão, como afirma o Instituto Geral de Perícias (IGP). A polícia ainda tem poucas informações sobre o caso, e o que se sabe até agora é que o autor dos crimes tem 18 anos, e invadiu a escola Aquarela com duas facas, às 10h do dia 4.

No local, estavam 20 crianças sob os cuidados de cinco professoras. O autor do atentado tentou entrar em todas as salas da creche, mas as professoras trancaram as portas e conseguiram proteger as crianças, com exceção da sala onde estava Mirla e Keli, onde ele entrou primeiro. O Poder Judiciário de Santa Catarina converteu em preventiva a prisão em flagrante do rapaz.

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