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“Como eu disse, um pai nunca abandona o filho. Eu não vou desistir nunca”

Video mostra pessoas em onibus arrastados em Petropolis tentando se salvar

Uma semana após o temporal que devastou Petrópolis deixando mais de 180 pessoas mortas, o marceneiro Leandro Rocha segue em busca de informações que possam levá-lo até o filho, Gabriel, que estava em um ônibus que caiu no Rio Quitandinha.

Com outros voluntários, ele percorreu a região onde o veículo caiu em direção ao fluxo das águas.

Na segunda (21), um dos pés do tênis que Gabriel estava usando foi encontrado. O calçado foi achado na Rua Washington Luís, próximo do local onde os ônibus desapareceram. Segundo o pai de Gabriel o tênis foi encontrado depois que uma retroescavadeira retirou algumas árvores perto do rio.

“A esperança é a força eu já tenho. Como eu disse, um pai nunca abandona o filho. Eu não vou desistir nunca. Achar [o pé do tenis] me deu a orientação de que eu vou encontrá-lo ainda”, disse Leandro ao g1.

Com instrumentos, os integrantes da busca percorreram investigando o fundo do Rio. Às 11h, uma bermuda foi encontrada, mas não era a que Gabriel estava usando. Outras peças de roupa foram achadas na busca.

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Direitos autorais: Reprodução / Marcos Serra Lima/G1

Outros grupos de voluntários, de bombeiros civis e militares, além de integrantes da Defesa Civil de Petrópolis e de outras cidades do Estado do Rio de Janeiro se dividiram em outros grupos que percorreram outros pontos de busca em cidades próximas.

Parentes de Gabriel têm formado mutirões com a ajuda de voluntários para encontrar o estudante.

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Direitos autorais: Reprodução.

O ônibus onde estava Gabriel foi jogado no Rio Quitandinha. O pai reconheceu o rapaz em imagens (veja no vídeo abaixo) que circularam na internet de pessoas tentando se salvar enquanto o coletivo afundava.

Maior número de mortes da história da cidade

As mortes em decorrência das chuvas que atingiram Petrópolis na semana passada chegaram a 178, informou o Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (21).

O número é o maior já registrado na história da cidade – a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram.

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