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Disney impede mulher de amamentar em público para “não chocar estrangeiros”

Nem bem reabriu as portas para acolher o público após meses de restrições devido à pandemia de covid-19, a Disney de Paris já é palco de uma forte polêmica. No último domingo (4), dois agentes de segurança impediram uma mãe de amamentar seu bebê em público sob a justificativa de que “pessoas de outras culturas e religiões poderiam se chocar”. Nesta terça-feira (6), o parque de diversões resolveu se retratar e pedir desculpas.



A cena poderia ter passado despercebida, mas foi graças à iniciativa de Marie, uma psiquiatra francesa que testemunhou a abordagem, que o caso ganhou repercussão.

Indignada, ela publicou no Twitter uma foto da mãe repreendida com o bebê no colo. “Isso ocorreu na França, em julho de 2021! Delito de entrave à amamentação, onde estamos?”, questionou Marie. .

O protesto chamou a atenção até mesmo da ministra francesa da Cidadania, Marlène Schiappa. “Prezada @DisneylandParis, amamentar um bebê não é um delito. Que vocês tenham salas para isso é bom, mas não decidimos onde e quando um bebê vai ter fome”, escreveu a ministra no Twitter. “Não comecem vocês também a estigmatizar as mães, já é difícil enfrentar isso em outros lugares”, reiterou.


Entrevistada pelo jornal francês Le Parisien, Laura, a mulher que foi repreendida pelos seguranças – uma australiana de 33 anos que mora em Paris – contou que ficou chocada com o pedido dos dois empregados da Disney para que se cobrisse enquanto alimentava sua bebê de dois meses, sentada em um banco do parque.

“Não era possível ver muita coisa. Mas eles me disseram que se eu não quisesse me cobrir, deveria fazer isso em outro lugar porque havia pessoas de outras culturas e outras religiões que poderiam me ver”, contou ao diário.

Ao perceber o constragimento da australiana, Marie, autora do post de protesto no Twitter, resolveu interceder. “Senti que ela estava mal, que não entendia o que estava acontecendo. Eu não a vi amamentando, mas os agentes de segurança continuavam repetindo que isso não estava autorizado no regulamento do parque, comparando isso ao uso obrigatório da máscara contra a Covid-19. E uma coisa não tem nada a ver com a outra, me irritei!”, afirmou ao Le Parisien.


Para apoiar a australiana, Marie se sentou ao seu lado e começou a amamentar o filho também. “Os agentes ficaram boquiabertos. Não me disseram nada e não tiveram nenhuma reação, certamente temendo enfrentar um agrupamento de mulheres amamentando seus bebês”, completa.

Ao seu lado, Laura não conseguiu conter as lágrimas. “A repreensão e depois esse apoio maravilhoso, foi muita emoção para mim”, desabafou. Ao deixar o local, a australiana registrou uma reclamação junto ao serviço de atendimento aos clientes.

Pedido de desculpas

Segundo Laura, o diretor da segurança do parque pediu desculpas imediatamente. Posteriormente, ela foi contatada por outros representantes da Disney que reconheceram “que os agentes não deveriam ter agido desta forma”, com a promessa de que será reembolsada.


No Twitter, a Disney publicou um post afirmando que “coloca à disposição das mães centros de cuidados para bebês com material adaptado e confortável com assentos especiais para amamentação”.

“Lamentamos profundamente essa situação e apresentamos novamente sinceras desculpas à mãe em questão. O pedido que lhe foi feito não tem relação com nosso regulamento interior e nossos valores. Não há nenhuma restrição de amamentação na Disneyland Paris”, reitera a publicação.

No entanto, a retratação não apaga o constrangimento da memória de Laura. “Meu coração acelera cada vez que tenho que alimentar minha bebê. É preciso que parem de incomodar as mães”, diz.


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