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“Ela já está abusando; quer andar, correr”, diz avó de Alice, de 4 anos, baleada na cabeça

Foto: Reprodução
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Como toda criança, Alice Rocha, de 4 anos, não vê a hora de poder brincar à vontade. Desde que foi baleada na cabeça, em 1º de junho, em Curicica, na Zona Oeste do Rio, a menina está internada no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Na última sexta-feira (1), ela deu os primeiros passos sozinha. A avó dela, Glória Ferreira, de 54 anos, disse que passado pouco mais de um mês de internação, Alice se recupera bem e que já está até “abusando”.

“Ela está andando, mas não está firme ainda não. Estamos com todo cuidado. Mas ela já está abusando. Se deixar já quer andar, correr, coisa de criança. Tem que aguardar um pouco” – diz dona Glória em entrevista neste domingo. Ela ficou no lugar da filha depois de dois dias seguidos no hospital, que oferece apenas uma cadeira para os acompanhantes dos pacientes internados.

O cansaço, no entanto, tem sido superado pela alegria da recuperação da pequena, motivação para toda a família, que tem se revezado na rotina do hospital.

“Não tem satisfação melhor. Não tem dinheiro que pague essa felicidade” – compartilha dona Glória.

A avó materna contou ainda que a neta vai fazer uma nova cirurgia nos próximos dias para recolocar a calota cerebral, ainda sem data marcada. Por conta do novo procedimento, a previsão de alta ainda não foi dada pelos médicos.

“Ela está bem, cada dia melhor, mas ainda não teve alta do hospital. Ela vai ter que fazer outra cirurgia primeiro, o médico ainda não marcou a data. Depois é que a gente vai ter uma previsão” – conta.

Alice voltava com a mãe, Andressa Silva de Oliveira Feitosa, da Creche Municipal Criança do Futuro quando foi atingida na Rua André Rocha, em Curicica, Zona Oeste do Rio, a 15 minutos de casa. As duas haviam parado para comprar pipoca.

Inicialmente ela foi socorrida por um primo para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Taquara. Depois, ela precisou ser transferida para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou por uma cirurgia.

A Polícia Civil afirma que os tiros que atingiram a criança partiram de bandidos. Os disparos ocorreram quando agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) foram verificar uma denúncia de extorsão. No local, ainda segundo a Civil, criminosos atacaram e houve confronto.

Durante a ação, os policiais prenderam Marcos Aurélio Marques de Almeida, o Neguinho do Gás, denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em junho. Ele é acusado de extorsão qualificada, resistência qualificada, porte de arma e receptação.

A investigação ainda tenta descobrir de quem partiu o tiro que atingiu Alice. A 32ª DP investiga a hipótese de tentativa de homicídio da menina.