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Elize Matsunaga deixa a prisão e diz acreditar que marido a perdoou

Foto: Reprodução
Eliza

Elize Matsunaga deixou a prisão na noite desta segunda-feira, 30, por volta das 19h após ter recebido durante a tarde, sua liberdade condicional na Justiça. Ao sair da cadeira, a mulher que matou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga, afirmou que ele a perdoou pelo crime cometido em 2012, pelo qual ela foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão.

Marcos Matsunaga era empresário, então presidente da Yoki quando foi assassinado pela esposa que o acusava de violência doméstica, abusos psicológicos e patrimoniais.

“Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso nas minhas orações”, declarou Elize num vídeo divulgado pelo seu advogado Luciano Santoro assim que ela foi liberta.

Elize deixou a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, onde cumpria pena desde 2012.

Usando um belo batom vermelho e sorridente, ela diz no vídeo que está feliz pela nova etapa de sua vida e explica que, ainda, não pode dar entrevistas à imprensa.

Segundo seu advogado, Elize tem “uma nova faculdade pela frente e um livro para escrever”.

O livro

Elize escreveu um livro na prisão dedicado a sua filha, para quem ela pede perdão. Ela não pode ver a filha desde 2012, por determinação da Justiça. A guarda da menina, que hoje tem 11 anos, está com os avós paternos, que proíbem qualquer contato dela com a mãe.

A família Matsunaga busca na Justiça destituir Elize do poder familiar e retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da garota.

O caso

O caso, que teve uma das maiores repercussões de um crime no Brasil, aconteceu no dia 19 de maio de 2012, no apartamento em que Elize morava com Marcos, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. O crime repercutiu na imprensa por envolver a bacharel em direito, casada com o herdeiro das indústrias Yoki. Elize tinha 30 anos e Marcos 42.

Segundo os advogados de Elize Matsunaga, ela pretende lançar o livro quando deixar a prisão em 20 de janeiro de 2028. Em 2016, ela foi condenada pela Justiça a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Mas em 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena dela para 16 anos e três meses.

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