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“Eu vi a morte”, revela funcionária agredida por pedir que cliente colocasse a máscara

Direitos autorais: Reprodução/TV TEM
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O caso aconteceu em Palmares Paulista, São Paulo, e vídeo da câmera de segurança mostra o momento em que o agressor entra na loja e os dois discutem pela máscara.

Considerado um dos mais eficazes meios de proteção contra a disseminação e contaminação do novo coronavírus, o uso de máscaras se tornou indispensável e é exigida em estabelecimentos comerciais. Com placas e avisos indicando que a entrada sem o uso do item básico de proteção é proibida, cidadãos ainda insistem em exigir o contrário.

Foi o que aconteceu em Palmares Paulista, São Paulo, com a atendente Adriana Araújo da Silva, de 38 anos. Enquanto trabalhava na padaria, um cliente entrou no local com a máscara no queixo, deixando a região do nariz e da boca descoberta. Ela avisou que era necessário usar o item corretamente caso quisesse entrar no local, mas o homem não aceitou e mostrou sinais de agressividade, jogando itens do balcão contra a funcionária.

Os dois tiveram uma discussão, e imagens da câmera de segurança do estabelecimento mostram os momentos que antecederam as agressões físicas da vítima. Segundo reportagem do G1, Adriana conta que “viu a morte”, e que não acreditava que iria sobreviver, principalmente porque muitas pessoas olhavam e não faziam nada.

Logo depois do desentendimento dentro da padaria, Adriana percebe que o homem, identificado como Márcio Roberto Rodrigues, de 45 anos, tem a intenção de agredi-la, e este é o momento em que sai do local. Ela conta que saiu correndo para a frente da padaria, achando que ele pararia, mas o agressor a acompanhou, derrubando-a no chão.

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Direitos autorais: Reprodução/TV TEM

Adriana explica que tentou se levantar, mas Márcio chutou seu braço, o que acabou resultando em uma fratura que precisou ser estabilizada em um procedimento cirúrgico. Uma amiga apareceu no local para ajudá-la, presenciando as primeiras agressões e fazendo com que a vítima conseguisse se levantar e fugir.

A atendente explica que correu imediatamente para uma casa que estava com o portão aberto, mas Márcio continuou indo atrás dela, e o dono do imóvel pediu que eles se retirassem do local. Com o braço quebrado e sentindo muito medo, Adriana conseguiu dar a volta em um carro e entrou em outra padaria, sendo que os donos estavam na porta do estabelecimento.

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Márcio entrou e agrediu violentamente o dono da padaria enquanto Adriana se sentava na calçada por conta das fortes dores que estava sentindo pelos ferimentos causados. Ele foi até ela e bateu seu joelho contra a cabeça da mulher, iniciando as agressões pela segunda vez. A vítima se levantou e voltou a correr, até que uma moradora a abraçou e a colocou para dentro de casa. Logo em seguida ela foi levada para ser atendida no hospital de Catanduva, em São Paulo.

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Ela ainda conta que Márcio era “enorme”, e que se descontrolou por conta do pedido de usar a máscara corretamente, e que se não tivesse encontrado forças para correr, provavelmente “não estaria aqui”. Para a funcionária a única coisa que importa agora é que a justiça seja feita, principalmente porque ela estava em horário de trabalho, apenas cumprindo sua função.

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Adriana espera que o agressor pague pelos crimes que cometeu, além de também se responsabilizar pelos gastos com a cirurgia que precisou passar. Ela acha injusto que tenha passado por dor e sofrimento enquanto ele estava em casa, solto como se nada tivesse acontecido.

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