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Foto de “bebê tatuado” causa polêmica nas redes sociais: “Ameaçaram chamar a polícia”, diz mãe

Há algumas semanas, as fotos de um bebê com o corpo supostamente tatuado vem causando nas redes sociais.



Em um vídeo, a criança aparece dormindo enquanto um tatuador simula cobrir seu corpo com os desenhos.

Embora a postagem tenha se tornado viral, as tatuagens são falsas, diz a mãe e entusiasta de tatuagens Shemeka Morris, da Flórida, nos Estados Unidos. À Reuters, ela admite ter ficado surpresa com a repercussão. “Pensei que era apenas uma mãe sendo criativa e pensando fora da caixa”, comentou.

Ela contou que resolveu usar tatuagens temporárias no bebê para comemorar o seu sexto ‘mesversário’. No entanto, muitas pessoas acreditaram que elas fossem reais. “Isso é realmente contra a vontade dele”, protestou uma pessoa. “O que acontecerá quando o bebê crescer e sua pele crescer?”, questionou outro.


Alguns ainda ameaçaram chamar a polícia, contou a mãe. “Disseram que o que eu estava fazendo com meu filho é abuso e negligência”, disse. A polêmica levou a equipe do Reuters Fact Check, que faz uma espécie de “verificação de fatos na internet”, a fazer um artigo sobre o caso.

Shemeka conta que seu filho nasceu prematuro e a permanência na UTI Neonatal a impediu de comemorar seu primeiro mês de vida. Então, ela “decidiu comemorar seus marcos mensais com temas diferentes” e, como seu irmão é dono de uma loja de tatuagem, optou por fazer as fotos de seu bebê com o tema.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@nuggetworld561.

 


Ela explicou que usou tatuagens temporárias no bebê, do tipo aplicado com água, com liberação prévia da pediatra. Shemeka afirma que queria que seu filho e outras pessoas “nunca tivessem medo de ser diferentes”. “Estou completamente confortável na minha pele e meu filho será criado da mesma forma”, finalizou.

Tatuagem temporária, pode?

Segundo a dermatologista Luciana Samorano, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro do Departamento de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), esse tipo de tatuagem, mesmo que pareça inofensiva, não deve ser utilizadas por bebês e crianças menores de 2 anos.

“A pele dessas crianças ainda é imatura. Nessa fase, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, então, a pele dos pequenos é, sim, mais sucetível a irritações e alergias à produtos químicos, corantes, que podem levar a dermatite de contato irritativa ou alérgica”, explica.


Já sobre tatuagens de henna, que também são temporárias e bastante comuns, a médica explica que há riscos envolvidos. “Os tatuadores, muitas vezes, não usam apenas a henna, mas também outros aditivos, como parafenileno de amina, uma substância usada também em tinturas de cabelo, mas não deve ser usada na pele, pois está bastante associada a dermatites e alergias. A henna pura não representaria um grande risco, mas normalmente, em geral, são usados aditivos para que o desenho seque mais rapidamente”, finalizou. Lembrando que a henna tem origem na cultura indiana e a tinta é fruto de uma pequena árvore, chamada henna, da qual se retira um extrato corante que também serve para tingir tecidos ou cabelos.

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