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Idosa é encontrada sem vida em uma cadeira dois anos após seu falecimento

Foto: Depositphotos.com
idosa

Na última sexta-feira (4), o corpo de uma mulher de 70 anos foi descoberto mumificado em uma cadeira mais de dois anos depois de seu falecimento.

A idosa identificada como Marinella Beretta não tinha parentes próximos. Ela foi encontrada em sua casa em Prestino, perto do lago de Como, na Lombardia, norte da Itália.

Na sexta-feira, a polícia foi até o local para verificar o risco de queda de árvores no jardim da casa de Marinella, mas encontraram a idosa sem vida. Os vizinhos não a viam havia pelo menos dois anos e meio, de acordo com informações divulgadas pela imprensa local.

A notícia sobre as circunstâncias do falecimento de Marinella Beretta deixou a Itália em choque e trouxe à tona uma importante discussão sobre a solidão dos idosos.

O que aconteceu com Marinella Beretta em Como, a solidão, o esquecimento, fere nossas consciências”, manifestou a ministra italiana da Família, Elena Bonetti, através de uma publicação no Facebook nesta segunda-feira.

“Uma comunidade que quer ser unida, tem o dever de lembrar a vida. Devemos parar de limitar nossos horizontes à esfera privada e restabelecer os laços que nos unem (…) Ninguém deve ser deixado sozinho”, escreveu.

Para o colunista Massimo Gramellini, Marinella Beretta foi a “encarnação da solidão”.

“Muitos de nós ainda temos lembranças das grandes famílias da Itália rural. Agora, a família moderna encolheu (…) As pessoas morrem sozinhas. E vivemos sozinhos, o que é quase pior”, escreveu Gramellini nesta terça-feira na primeira página do Il Corriere della Sera, o jornal de maior circulação no país.

Os vizinhos da idosa acreditavam que ela havia se mudado durante a pandemia de covid-19. A polícia não encontrou nada na casa que pudesse sugerir um óbito suspeito. Os custos do enterro foram pagos pelo município de Prestino.

“A misteriosa vida invisível de Marinella atrás da porta fechada de sua casa nos deixa uma terrível lição. A grande tristeza não é que não tenham percebido sua morte. É não terem notado que ela estava viva”, destacou o jornal romano Il Messaggero.

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