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Influencer morre após passar mal em cirurgia plástica de R$ 28 mil

O jornal britânico The Sun divulgou recentemente que a influencer russa, Marina Lebedeva, de 31 anos, morreu enquanto fazia uma rinoplastia (cirurgia plástica para remodelar o nariz) que custou o equivalente a 28 mil reais.



Fontes ouvidas revelaram que ela teve uma reação grave à anestesia usada no procedimento, o que fez com que não resistisse e morresse, mesmo com a intervenção dos médicos.

O diretor da clínica onde a modelo realizou a cirurgia, Alexander Efremov, disse que ela passou por vários exames antes da cirurgia plástica. “Vai ser feito um exame médico legista, mas posso dizer que fizemos a cirurgia de acordo com os padrões de normalidade.”

Uma investigação federal russa vai apurar as circunstâncias e a causa da morte da influenciadora de 31 anos. Marina Lebedeva deixa o filho e o marido.


Direitos autorais: reprodução/Republika.

Risco x benefício

A morte de Marina Lebedeva traz uma reflexão sobre a imposição da sociedade nas mulheres – e nos homens também – no que se refere aos padrões de beleza. Quem olha as fotos da influencer russa vê uma jovem bonita que talvez não precisasse passar por isso.

Afinal, qualquer procedimento invasivo envolve uma série de riscos. Para minimizá-los é necessário se preparar, realizar exames pré-operatórios, escolher profissionais qualificados e um bom hospital.


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Além disso, tanto durante quanto após uma operação, os cirurgiões precisam saber como está o funcionamento do aparelho cardiovascular, porque ele é o mais sobrecarregado durante procedimentos cirúrgicos e precisa estar em boas condições.

O que nos faz pensar: será que vale a pena se submeter a tudo isso para que uma correção estética, muitas vezes sem necessidade, seja feita? Não seria uma boa ideia avaliar quais cirurgias realmente são necessárias, para evitar as chances de complicações?


Ser bonita a qualquer custo

Precisamos entender que quem inventou que rugas são feias, ou então, que ter um nariz um pouco maior é inaceitável – esteticamente falando – foram as indústrias de cosméticos e as clínicas de estética. Afinal, se todos estiverem satisfeitos com suas aparências não procurarão seus serviços, não é mesmo?

Assim, as táticas comerciais para atrair o público têm funcionado. Tanto que o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking dos países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética. Na pandemia, inclusive, a procura por procedimentos estéticos aumentou muito.

Direitos autorais: reprodução/Republika.


Nada contra quem faz intervenções, não é isso. Também não estou falando que não devemos nos cuidar. Mas, essa obsessão por uma perfeição estética tem feito com que as pessoas corram riscos à toa. Por isso, cada um deve se questionar sobre os reais motivos da insatisfação com a própria aparência para conseguir encontrar o equilíbrio.

Um corpo maravilhoso aos olhos da sociedade não é garantia de felicidade, muito menos de vida perfeita. Neste cenário, é preciso tomar cuidado para não aceitar se tornar refém de procedimentos que, além de colocar a vida em jogo, dependendo do método, tiram (e muito) a naturalidade.

A verdadeira beleza

Estamos vivendo uma fase em que os rostos das pessoas estão bem parecidos devido a propagação do botox e de tantos outros tratamentos. As mulheres – e os homens também – se cobram muito sobre ter aparência de 20 anos com 50, e por aí vai.


Mas, verdade seja dita: as ruguinhas são inevitáveis. A forma como a presença delas impactará nossa autoestima vai depender de como a encaramos. Para mim, elas mostram que vivemos, choramos, sorrimos, nos expressamos. Por que tirá-las, então? Só para parecer mais jovem?

Talvez você pergunte: diante de tantos padrões de beleza impostos, como posso encontrar a verdadeira beleza? Entenda que qualquer pessoa hoje em dia pode chamar atenção pelo seu exterior, mas poucas, infelizmente, chamam atenção pelo seu interior. E esse é o maior e melhor investimento que se pode fazer. Porque a verdadeira beleza vem de dentro para fora. Feliz é quem entende isso e valoriza cada fase da vida.

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