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Lázaro Ramos e Taís Araújo avaliam governo Bolsonaro: “4 anos infernais”

Foto: Instagram
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Lázaro Ramos e Taís Araújo estão prestes a estrear o filme ‘Medida Provisória’ nos cinemas – ele como diretor e ela como atriz protagonista. A produção faz uma crítica a um Brasil distópico sob um governo autoritário e racista. Com isso, os artistas também não poderiam deixar de se posicionar sobre a situação política atual em entrevista nesta quinta-feira (7).

“A mudança está nas nossas mãos. Não foram quatro anos difíceis. Foram infernais, foram um pesadelo. Desespero, aumento da miséria. A gente andou para trás a galope. Não dá para continuar. O poder está nas mãos do povo”, esbravejou Taís em menção às eleições que ocorrem no próximo dia 2 de outubro.

Por sua vez, Lázaro concordou: “Espero que a gente tenha consciência e faça uma escolha diferente. Na última eleição, tinham 11 ou 13 candidatos e o Brasil escolheu isso. O Brasil experimentou um gosto muito amargo, um gosto perverso”.

O diretor ressaltou que não basta apenas reclamar, mas é preciso agir em favor das mudanças no país. “Estou fazendo, contribuindo, levando discussões. Não sei se dá para ficar só na esperança, precisamos agir. Falam que o Brasil é o país do futuro. Chega. O Brasil tem que ser o país do agora. A gente precisa fazer uma escolha diferente senão só piorará”, pediu ele.

Outro ponto trazido à tona por Taís foi a luta das mulheres negras frente uma sociedade machista e racista. “É cansativo, mas é importante. Eu como mulher negra, mãe de duas crianças negras, não posso deixar que o cansaço me abata e que o medo me paralise. Essa é minha pauta. Vai me cansar, mas eu vou continuar”, concluiu.

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“Medida Provisória” tem estreia prevista para o próximo dia 14 de abril, dois anos após o fim das gravações. No elenco, constam outros nomes de peso, como Seu Jorge, Alfred Enoch, Adriana Esteves e Emicida.

Por trás das câmeras

Depois de “Medida Provisória”, rodado em 2019, Lázaro já dirigiu outro filme para o Prime Video e vive intensamente sua nova fase da carreira, oficialmente fora da Globo. “No começo, foi apavorante”, admite. “Eu não queria dirigir, Taís [Araújo] que me convenceu. Depois, virou algo de muito prazer. Entendi que tinha como contribuir. Estou caminhando para uma carreira dupla”, festeja.

“Não estou aqui só para ser mais um. Quero fazer a diferença. Espero que as pessoas que assistam a esse filme se sensibilizem, entendam que não é uma luta só de uma parte da sociedade. Todo mundo pode fazer sua parte“, conclui.

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