Notícias

Após deixar bebê de 2 meses como ‘garantia’ em boca de fumo, mãe perde a guarda da criança

Direitos autorais: Divulgação
Sem Titulo 2

A mulher tem 5 filhos no total.

Todos sabemos que o vício em drogas é algo muito ruim, que vira nossas vidas de cabeça para baixo, nos afasta das pessoas que amamos e de um caminho de sucesso. No entanto, as pessoas que vivem essa realidade, não colocam em risco apenas a si mesmas, mas também os que estão à sua volta.

Um caso que aconteceu no último dia 8 de junho em Pontes e Lacerda, a 487 km de Cuiabá, é uma prova disso. Informações compartilhadas pelo G1 contam que uma usuária de drogas abandonou o próprio filho, de apenas 2 meses, em uma boca de fumo da cidade como ‘garantia’ de que pagaria uma dívida com os traficantes.

O caso chegou até o Conselho Tutelar, que foi até o local, com apoio da Polícia Militar, e resgatou o bebê. Até o dia seguinte, a mulher ainda não havia sido identificada. No entanto, a PM e a Polícia Civil apuraram que a mulher tem 28 anos, é usuária a cerca de 10, e tem um total de 5 filhos, um deles morto.

No momento em que foi resgatada, a criança estava sob a posse de duas mulheres, que negaram que o bebê tenha sido entregue como garantia de pagamento, explicando que apenas cuidavam da criança após um pedido da mãe.

Tanto as duas mulheres quanto a mãe do bebê têm antecedentes criminais por tráfico no estado.

Após o resgate, o menor foi encaminhado ao Lar de Apoio à Criança (LAC) de Pontes e Lacerda. A delegada Bruna Caroline Laet, explicou que uma investigação para apurar o crime foi aberta.

O crime está previsto no artigo 238, do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA): prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa.

“Nessa situação repugnante, a mãe de um bebê o entregou em uma boca de fumo como garantia que retornaria para pagar. A criança foi, de certa forma, um pagamento pela droga adquirida. Nas investigações vamos apurar a conduta da mãe e das pessoas que receberam o bebê como pagamento”, declarou a delegada.

O relacionamento da mãe com a justiça já era complicado. Foi descoberto que no dia 7, dia anterior ao abandono, a guarda da criança havia sido retirada temporariamente da mulher, pelo juiz Cláudio Deodato Rodrigues Pereira. Todos os outros filhos já haviam sido retirados de seu convívio.

Essa decisão foi tomada atendendo a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPE), que já sabia do comportamento de negligencia da mulher. O segundo e o terceiro filhos estão com pessoas de fora da família, e o quarto vive em um abrigo.