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Médico brasileiro é preso no Egito após assediar mulher

O médico Victor Sorrentino foi preso neste domingo no Egito após publicar um vídeo em uma rede social em que assedia uma egípcia que estava tentando lhe vender papiro, material parecido com papel.



A prisão foi noticiada pela Al Jazeera.

No vídeo, o médico pergunta à mulher: “Elas gostam é do bem duro. Comprido também fica legal, né?” Sem entender do que se tratava, a atendente sorri.

Sorrentino tem quase 1 milhão de seguidores. Embora seja médico, é negacionista da ciência e defensor do tratamento precoce contra a covid-19.


A mulher de Sorrentino saiu em defesa do marido em uma rede social, afirmando que as pessoas veem “maldade em absolutamente tudo”.

 




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“O mundo está cada vez mais complexo, as pessoas vendo maldade em absolutamente tudo, mas nossa vida sempre se volta à simplicidade, ao olhar tudo pelo lado positivo e tentar não julgar”, escreveu Kamila Monteiro.

Após críticas, o médico gaúcho tornou privado seu perfil e postou um novo vídeo, se desculpando.

“Eu sou assim. Sou um cara muito brincalhão”, disse Sorrentino à mulher. Ele disse ainda que costuma fazer esse tipo de “brincadeira” com amigos e familiares, mas que não tinha o direito de fazer com uma desconhecida.

“Como eu vi que tu é uma pessoa risonha e estava brincando junto com a gente, eu acabei brincando”, justificou.

O Ministério do Interior publicou um comunicado em sua página no Facebook informando a prisão do brasileiro.

“O Ministério do Interior conseguiu prender um estrangeiro por assédio a uma menina depois de publicar um vídeo contendo o incidente de assédio nas redes sociais na Internet. Os serviços de segurança conseguiram identificar a vítima e o autor do incidente, e tomar as medidas judiciais contra ele e apresentar ao Ministério Público competente”, disse o comunicado.

Victor Sorrentino ficou conhecido na pandemia por defender o chamado “tratamento precoce” para a covid-19, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a doença.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ele disse em entrevista ao site Terça Livre, que os medicamentos “são conhecidos e não causam risco nem prejuízo”.

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