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Monique estava a 5 minutos de casa quando a babá relatou as agressões de Henry, mas demorou 3 horas para voltar

Informação foi dada por Thayná Ferreira em novo depoimento à polícia nesta segunda (12). Segundo imagens obtidas na investigação, a mãe foi ao salão fazer as unhas.



O RJ2 na terça-feira (13) mostrou novos trechos do depoimento que a babá do menino Henry Borel, Thayná de Oliveira Ferreira, prestou segunda-feira (12).

A babá contou que relatou pelo menos três episódios de agressões para a mãe da criança, Monique Medeiros.

Monique e o vereador Dr. Jairinho(sem partido) são investigados pela participação na morte do menino, de 4 anos, no dia 8 de março. O casal foi preso no dia 8 de abril em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Depoimento fala das agressões

Em uma das ocasiões, no dia 12 de fevereiro, mesmo sabendo dos maus tratos em tempo real pela funcionária, Monique Medeiros, que estava a cinco minutos de casa, não voltou para o Condomínio Majestic, na Barra da Tijuca. Ela ficou mais de três horas em um salão de beleza, segundo a polícia.


Nesse dia, segundo contou Thayná no depoimento, Monique saiu de casa às 14h30 para ir à academia e fazer as unhas. Ela afirmou que Jairinho chegou em casa de surpresa uma hora depois.

Ainda segundo ela, o vereador foi para o quarto do casal e teria chamado Henry.


Na sequência, Thayná disse que ouviu o menino chamando “o tia!”. Chegando no quarto, ela encontrou a porta fechada e a televisão em volume alto, acima do normal.

Assim que Henry saiu do quarto, Thayná teria ligado para Monique e relatado o que o menino tinha contado. Ela também mandou um vídeo do menino mancando.

Chamada de vídeo com criança

Ainda no depoimento, ela disse que Monique fez uma chamada de vídeo para Henry e o próprio menino teria falado para a mãe das agressões que sofreu. Ele teria pedido que Monique chegasse logo em casa.

Mas, apesar do apelo do filho e da babá, em uma conversa que começou às 16h, Monique só foi chegou em casa por volta das 19h. Ela alegou que tinha ido rápido e que até tinha borrado a unha.

Ainda no depoimento, já em casa ela perguntou novamente o que tinha acontecido e ouviu mais uma vez o relato da babá.

Thayná contou ainda que a avó materna do menino ficou sabendo das agressões e que ficou assustada. Segundo ela, a avó perguntou se Henry estava mentindo ou não.

Direitos autorais: Reprodução

Irmã do vereador também sabia da agressão

Thayná contou também que foi chamada por Thalita, irmã de Dr. Jairinho, para ir ao escritório do advogado do casal depois da morte do menino.

Lá, Monique Medeiros teria orientado para ela falar à polícia que nunca havia visto nada, que nunca havia ouvido nada e que era para apagar todas as mensagens. A babá afirmou que se sentiu intimidada, já que Monique falou de forma impositiva.

Thayná contou que dias depois foi chamada para ir na casa de Thalita, mas que, quando começou a contar que o irmão dela bateu em Henry, Thalita mandou que ela parasse de contar. Dando a entender que não era para ela falar tudo que sabia.

A babá contou que Jairinho e Monique brigavam com frequência, quase toda semana, a portas fechadas.

Ela disse que mentiu no primeiro depoimento por medo, por ter visto o que Jairinho tinha feito contra uma criança. Thayna disse que ficou com medo que algo pudesse acontecer com ela também.

Presente para a babá

Os investigadores perguntaram para Thayná se ela já ganhou algum presente ou dinheiro de Jairinho e Monique. Segundo a polícia, ela disse que ganhou uma cama após o primeiro episódio de violência que narrou.

Desenhos de criança

O RJ2 também teve acesso com aos últimos desenhos de Henry nas sessões de terapia. No quadro, desenhe sua família, ele apenas desenhou ele e a mãe.

Já no “faça um desenho de sua casa”, o menino desenhou a casinha da mamãe e dele e a casinha de Bangu, referente à casa dos avós, pais de Monique. Jairinho não aparece em nenhuma das imagens.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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