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Em operação mais letal da história, Jacarezinho tem 25 mortos no Rio de Janeiro

Duas pessoas foram vítimas de balas perdidas no metrô em uma ação que durou cerca de oito horas na comunidade do Jacarezinho.



Durante uma operação policial na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 25 pessoas foram mortas em um tiroteio. A ação durou cerca de oito horas, segundo informações do UOL, e um policial civil da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) foi atingido na cabeça.

Outros três oficiais ficaram feridos e duas pessoas foram vítimas de balas perdidas na estação de Triagem do Metrô Rio, que fica bem próxima ao local.

A assessoria do metrô informou que as duas pessoas foram atendidas no local e passam bem, sem maiores complicações no quadro. Humberto Duarte, de 20 anos, foi um dos atingidos, e levou um tiro de raspão no braço, sendo levado posteriormente para o Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio. O outro foi Rafael Silva, de 33 anos, que acabou sendo atingido com estilhaços de vidro e levado ao Hospital Salgado Filho, no Méier.


Direitos autorais: reprodução.

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O confronto fez com que o serviço da Linha 2 do metrô fosse suspenso, assim como a circulação de trens em Berford Roxo e Saracuna, durante o dia todo. Por precaução, três postos que estavam vacinando a população nos arredores da comunidade também fecharam, adiando para sexta-feira, dia 7, a aplicação das doses de imunizante do coronavírus nos grupos prioritários.

A Polícia Civil emitiu uma nota e lamenta a morte do inspetor André Leonardo de Mello Frias, oficial atingido na cabeça durante a operação mais letal da história. Se solidarizando com amigos e familiares da vítima, a Sepol disse que sente a dor pela morte do oficial, que teve uma exímia trajetória na instituição.


A operação realizada na comunidade do Jacarezinho, zona norte do Rio, foi realizada por policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, recebendo apoio das unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), chamada Exceptis.

Os oficiais investigam uma organização criminosa que supostamente atua no Jacarezinho, que atuam de maneira ilícita com tráfico de drogas, roubo de cargas, homicídios e sequestros de trens da Supervia. Os agentes ainda acreditam que a quadrilha aliciava crianças e adolescentes para fazer parte da facção.

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De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), as operações policiais estão proibidas no Rio de Janeiro desde junho de 2020, e as autoridades só podem realizar ações nas comunidades em “hipóteses absolutamente excepcionais”, sendo que o Ministério Público precisa ser avisado com antecedência.


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