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Paulo Gorgulho fez questão de “envelhecer” para participação especial em “Pantanal”

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Paulo Gorgulho não esconde a emoção com a nova versão de “Pantanal”.

O ator, que brilhou na primeira versão, de 1990, fará uma participação muito especial no primeiro capítulo da nova novela, que estreia nesta segunda dia 28.

Para quem não lembra ou ainda não sabe, Paulo Gorgulho se transformou em um dos maiores galãs da época ao interpretar o jovem José Leôncio na primeira fase da trama de Benedito Ruy Barbosa.

Tão galã que, como ele mesmo conta, seu segundo personagem na história, José Lucas de Nada, filho bastardo de José Leôncio, foi criado atendendo aos pedidos dos telespectadores.

“Atravessei toda a novela. E fui o único a voltar a pedido do público, isso que é bem louco.”

O ator lembra que quando acabou de gravar a primeira fase da novela, estava certo que seu trabalho já havia terminado. A surpresa veio uns dias depois. Já em São Paulo, ele recebeu uma ligação dizendo precisava voltar, pois o público estava irado e era preciso criar um novo personagem para ele.

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Paulo Gorgulho e Irandhir Santos em ‘Pantanal’ – Foto: Reprodução.

“Houve uma conversa bem grande. Opiniões foram ouvidas tipo Claudio Marzo, Nathalia Timberg, que já eram grandes nomes. Chegou-se ao consenso e o Benedito escreveu o José Lucas de Nada. E eu voltei como filho de mim mesmo. Isso foi muito legal. ”

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Paulo Gorgulho como José Leôncio na primeira fase da primeira versão de ‘Pantanal’ — Foto: Reprodução

Mas agora não teremos mais o galã. Não que o ator não seja. Mas próprio Paulo fez questão de envelhecer para interpretar Ceci, um velho peão que entrega seu berrante e seu legado de vida para Joventino (Irandhir Santos). Nada mais simbólico, não é mesmo?

“Tentei fazer ele bem frágil, realmente para ser crível esta história. Conversei com Rogério (Gomes, diretor artístico da nova versão) e ele: ‘olha Paulo, não precisa ser debilitado, não. Não precisa ser velho.’ Mas eu acho bacana ele estar cansado da lida, ele estar velho, ele passar mesmo o bastão.”

“Ele (Rogério Gomes) foi muito cuidadoso, até com a minha a vaidade, com a minha autoestima. Eu falei para não se preocupar com isso: ‘vamos fazer ele já cansado, ele já velho’. Afinal eu já tenho 62, vou fazer 63 em março. Estou bem, estou em forma, mas não tenho mais 29, 28. “

Paulo continuou:

“Eu achei muito emocionante isso de caracterizar mesmo, ser simbólica a passagem de bastão. Não dava para eu ser um galã ali de novo. Tinha que ser um sujeito que convence, que já tivesse a verdade de estar no fim da sua história, da sua lida.”

Outra curiosidade, é que Paulo usou alguns itens do figurino que tinha guardado da primeira versão:

A Marie (Salles, a figurinista da novela) e o Rogério foram muitos generosos. Eu tenho a calça, a bombacha e o chapéu originais do Zé Leôncio.”

“Compusemos um figurino de cores que ficasse livre. E eu usei estes itens. Ela restaurou o chapéu, arrumou a calça, deu um jeito, uma sujada, e fizemos o figurino original.”

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