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Rodrigo, do BBB 22, sobre história de vida: “Não faço disso uma muleta, uso como uma força para vencer”

Rodrigo do BBB 22 capa site

Quem entra no BBB pode atestar: dentro da casa, uma semana equivale a um mês e três meses equivalem a um ano, tamanha a intensidade com que se vive essa experiência. Mas fora do confinamento, a velocidade dos acontecimentos não tem ficado muito para trás, não.

Que o diga Rodrigo Mussi, o segundo eliminado do BBB 22!

Em 17 dias após a eliminação, ele já reencontrou e conversou com a ex, conheceu vários ex-BBBs, carregou Anitta no colo e — solteiríssimo — já adicionou duas famosas ao seu rol de conquistas. UFA! Não é pouca coisa não, viu?

E ainda arranjou tempo para bater um papo especial sobre a experiência no BBB, como está lidando com a fama, o carinho (e a ousadia) dos fãs e até os planos para o futuro.

A vida pós-BBB

A ficha está caindo, na verdade, vai demorar um tempo ainda para cair. A experiência no Big Brother foi surreal. As pessoas estão, cada vez mais, querendo entrar para jogar e tentar viver o BBB como um jogo e não como um trampolim para a fama — alguns, não todos (risos). Não tem como você entrar e sair do mesmo jeito que entrou, é impossível. Estou colhendo frutos dessa experiência e acho que vou colher por um longo tempo ainda.

O engajamento nas redes sociais, para mim, foi assustador, mas pelo lado bom. Não imaginava que seria assim aqui fora, não imaginava o carinho absurdo que eu ia receber, nunca tinha sentido isso na minha vida — nem de perto — e nem imaginava que estava assim. Eu não sabia que o Big Brother tinha uma dimensão tão forte a ponto de você andar de carro e as pessoas pararem o carro para falar com você, de andar na rua e todo mundo vir te abordar… Isso é muito legal.

A rede social ‘de milhões’

Eu tinha 20 mil [no Instagram], agora, estou com 1,7 milhão [até o momento da entrevista]. Quando saí na segunda semana, fiquei assustado e com muito medo, pensei, ‘será que vou ter muito hater? Não sei se vou lidar muito bem com isso’, até porque nunca tinha lidado com isso mesmo. Mas quase não recebi. É um em um milhão, o resto é só carinho.

Sinceramente, quando saí da casa, fiquei muito triste. Na quarta e na quinta-feira, fiquei muito mal, não conseguia nem sair da cama.”
“Mas o carinho das pessoas foi tão grande que logo depois eu já melhorei. Agora, já é vida que segue, estou assistindo Big Brother, opinando, falando sobre isso, tudo normal.

História de vida

Quantas pessoas me procuraram e falaram, ‘eu tenho uma história de vida parecida com a sua’. Existem, sim, pais tóxicos. E o que eu falo é, ‘você pode usar a referência do seu passado para vencer no futuro’.

Desde que saí de casa aos 17 anos, coloquei na minha cabeça: não posso perder. No meu vocabulário, não existe a palavra ‘derrota’ porque eu não tinha para onde ir; eu tinha que vencer, de uma forma ou de outra.

Quando eu trabalhava na área comercial, usava isso para vender. Pedia a Deus, ‘mais uma venda, por favor, mais uma venda’. Tenho uma história de vida difícil, mas não faço disso uma muleta, faço dessa história uma força para vencer.

Não é que eu tenha medo que as pessoas tenham dó de mim, mas, se eu ficar toda hora batendo na tecla do passado… Beleza, meu pais foram difíceis comigo, mas eles não estão mais aqui [presentes em sua vida]. O que eu posso fazer a partir do que aconteceu comigo para mudar a minha história?

Cantadas? Muitas!

No direct, rola muita cantada, papinho… É normal. Acho que rola para todo mundo que sai do Big Brother, na verdade, porque você fica muito em evidência. A maioria que me segue são mulheres e a maioria [das mensagens] é com respeito. São brincadeiras, elogios legais, eu gosto. Mas é o que sempre falo: a beleza dura 15 minutos, se não tiver mais nada a oferecer, você só é bonito.

Solteiro? Solteiríssimo

Eu e a Tassia [a ex-namorada] conversamos, trocamos ideias e temos muito carinho e respeito um pelo outro, mas a minha agenda está muito difícil. É muito trabalho, é tudo muito novo, então a gente acaba tendo uma distância, o que é normal. Estou completamente focado no trabalho agora, acho que esse é um momento em que posso mudar a minha vida para sempre.”

Amigo da Anitta

A Anitta é uma pessoa extraordinária, fantástica. Tive a oportunidade de conhecer e conversar um pouco mais com ela e ela é inteligentíssima, sabe quem ela é e aonde quer chegar. Ela causa um impacto porque tem uma energia surreal quando você está perto dela. Foi um prazer e um privilégio enormes.

Planos para o futuro

Estou curtindo tudo porque não sei se vai durar muito tempo, não sei qual o caminho que terei agora. Acho que o BBB não é o fim, é o meio, abre a porta para muitas coisas, mas, se você não tiver mais nada a oferecer, fica no meio do caminho, e não é isso que eu espero para mim e para a minha — nova — carreira. Estudei muito e tenho um lado empreendedor… O mundo artístico não é a minha praia, acho que tenho outras coisas em que posso agregar.

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