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Tibério de Pantanal, Guito passa vergonha ao pisar no palco com Fátima Bernardes

Foto: Reprodução
Tiberio

Tibério de Pantanal, Guito não conseguiu disfarçar a vergonha ao participar do Encontro desta quinta-feira (23). De viola em punho, ele perdeu o tom da cantoria quando invadiu o programa de supetão. Fátima Bernardes, que não sabia da presença do colega, teve de decidir se o cumprimentava ou o deixava tocar.

Constrangido pelo impasse, ele lembrou as primeiras cenas com Marcos Palmeira, o José Leôncio da novela das nove da Globo. “Eu estou nervoso aqui, mas o Marquinhos me deixou à vontade lá. Eu estou acostumado a fazer show muito sozinho, viajava o Brasil, mas ali dava aquele nervoso. O fato de eu ter começado a gravar no pantanal me ajudou, eu estava em ambiente que era mais familiar para mim”, afirmou. Pantanal é a primeira novela da carreira de Guito.

O intérprete do “rei do gado”, aliás, também estava presente na atração matinal. Marcos Palmeira foi homenageado pelo TBT do Encontro, quadro em que a apresentadora relembra a carreira do participante. Além de Vale Tudo (1988) e A Dona do Pedaço (2019), o ator lembrou sua participação na primeira versão de Pantanal, exibida pela extinta Manchete (1983-1999).

“Foi interessante relembrar as cenas do Tadeu, porque eu fiz um resgate de 1990, quando fiz uma imersão muito grande no pantanal. Nós ficamos cinco meses lá direto, e eu acompanha os peões o dia inteiro, rodando, buscando marruá. Meu Zé Leôncio talvez seja um Tadeu mais maduro (…) Foi emocionante estar ali 30 anos depois. Um ciclo se fecha e outro se abre, é muito simbólico”, disse.

O José Leôncio do ator, afinal, tem diferenças significativas quando comparado ao de 1990, vivido por Claudio Marzo (1940-2015). Bruno Luperi, responsável pelo remake, fez questão de levantar discussões atuais no folhetim. Para isso, teve de atualizar a postura do “herói” pantaneiro.

“O Zé é um cara bronco, mas é muito inteligente. Ele reflete em cima dos erros, e a Filó [Dira Paes] traz pra ele a realidade. A questão da homofobia, por exemplo, que a gente não apaziguou em nada. Agora vai entrar a internet, e está bem interessante”, adiantou.

Toca Cavalo Preto

A sincronia com o personagem é tanta que Marcos Palmeira não conseguiu segurar a língua ao ver Guito. Assim que avistou o cantor com a viola, não pôde deixar de proferir seu clássico “toca Cavalo Preto”. O todo-poderoso, afinal, fala tanto esta frase que a música de Sergio Reis cresceu 900% nas plataformas de música desde a estreia da novela.

“A própria equipe está curtindo tanto a novela que, vira e mexe, eles viram pra mim e falam: ‘Pede pra ele [Guito] trocar Cavalo Preto'”, disse, aos risos. “A gente se acertou, os bastidores são fantásticos. O prazer de estar no set, estar trabalhando… Esta troca constante, um ajudando o outro… Fico feliz que o público está comprando. Isso é o mais importante”, afirmou.

Além do próprio Marcos Palmeira, outro ator saltou da Pantanal dos anos 1990 está no remake: Almir Sater. Intérprete de Trindade na primeira versão –papel que, hoje, é de Gabriel Sater, seu filho–, ele agora dá vida ao chalaneiro Eugênio. Guito sonhava em conhecer o cantor, que é seu ídolo.

“A gente foi tomar um banho de rio na fazenda dele nos intervalos da gravação. Acabou que o pessoal foi tomar um café, e sobrou só eu e ele lá no quiosque. Aí eu: ‘Agora pronto, tá só nos dois. Eu não vou falar nada, tenho que escutar o mestre’. Acho que ele pensou a mesma coisa, porque a gente ficou uns 20 minutos sem falar nada, só olhando pra frente, escutando passarinho. Até que o Almir falou: ‘Acho que nós podemos tomar um café’, e eu: ‘Então vamos, então vamos'”, relembrou, entre risos.

O cantor admira Sater desde a primeira versão do folhetim. Interessado por música desde muito novo –ele começou a tocar aos 13 anos.

“Meu avô foi um boêmio que tocava choro, mas ele morreu sem ver nenhum dos netos tocar. A gente herdou os instrumentos dele, e foi ai que despertou o interesse. Quando começou a juventude, eu acabei tocando por precisão, para fazer bonito [risos]. Depois eu toque na faculdade, tive uma dupla caipira com meu irmão e uma dupla de rock. Bem parecido, né?. Aí parei por 10 anos, fui viver como agrônomo, uma vida executiva. Há sete anos, eu larguei tudo e voltei pra arte”, contou Guito, ainda na atração matinal.

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