Mãe e o dna da culpa

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E assim é o DNA da mãe: para cada ponta de paraíso pelas realizações dos seus filhos, há uma corda de culpa por trás! Responsabilizando-se, como na origem do mundo, além dela, pelos outros. Porque a natureza da mulher é empática e altruísta.

Desde a origem do mundo, a mulher é injustiçada. E tudo começa com a “bendita” maçã do conhecimento, uma serpente e a Eva.



A mulher teve a primeira escolha consciente da humanidade e levou a culpa pelos três? O homem, que deveria estar olhando a própria “culpa”, fingiu que não era com ele. Ainda assim, no fim, todos foram expulsos do paraíso.

A mulher, além de levar a culpa, foi punida duramente a carregar o peso do mundo no ventre, e embora não seja comercial, cabe um “e ainda” sentir uma dor dilacerante ao dar a luz. Assim nasce a origem do DNA da culpa que toda mãe carrega.

A mãe trabalha, cuida de si, cuida dos seus filhos, dos filhos das outras mães quando estão ocupadas (e estão sempre, afinal, já viu mulher ficar parada?), cuida da casa, do marido, que muitas vezes é quase outro filho (quando não é pai e mãe), educa e poderia passar o dia falando de todas as funções, e apesar de fazerem mais do que qualquer mortal em sã consciência seria capaz, o que sentem? Culpa!


Culpa porque acham sempre que estão em falta com alguma coisa, com os filhos. Ainda assim, como anjos que são, reconhecem o paraíso naquele rostinho todo sujo de quem acabou de se jogar na terra com a roupa recém lavada!

Ah, mãe é assim, estão tão à frente do seu tempo, em um futuro tão distante para preparar os caminhos dos filhos, que antecipam uma frustração pelo que imaginam de antemão que faltaram. E onde estão os pais?

Não vou ser injusto com todos (porque o meu foi uma mãe. Aliás, mãe deveria ser um grande elogio), mas “alguns muitos” ainda esperam ser expulsos do paraíso outra vez.

Atrasou 10 minutos para buscar na escola? Culpa! “Meu filho nunca vai se recuperar desse trauma!” Não conseguiu antecipar uma queda após uma grande peraltice dos filhos? Culpa! “Como pude ser tão distraída?” Precisou trabalhar sem parar para que o filho pudesse estudar, comer e se desenvolver? Culpa! “Como posso ser tão ausente?”


E assim é o DNA da mãe: para cada ponta de paraíso pelas realizações dos seus filhos há uma corda de culpa por trás! Responsabilizando-se, como na origem do mundo, além dela, pelos outros. Porque a natureza da mulher é empática e altruísta.

Ser mãe (embora eu não possa ser), imagino que seja o mais próximo da divindade que existe. Você ser capaz de gerar uma “alma” e ser destinada a orientá-la.

Há, sem dúvida, responsabilidade em toda criação (como nesse momento, eu me responsabilizo pelas minhas palavras, que, de certa forma, são como filhas), mas eis um grande mistério: toda criação tem um fator único e que se desenvolve independente do tanto que tente influenciar.

Você pode modelar, direcionar, apontar, mas nunca será capaz de passar pelo caminho que a natureza única de um filho formará. O filho veio de você, mas não é seu. E esse destino você não pode controlar. Culpa? Não! A natureza ensina a voar, mas faz parte do voo aprender a cair!

Se você é mãe, tire essa palavra “culpa” do vocabulário. Só de existir como mãe para alguém, você já muda o sentido dessa vida. Até entre criminosos a palavra mãe é sagrada! Ou seja, por maior erro que possam ter cometido, sabem que todo “certo” estava na mãe a quem não ouviram ou que não tiveram.

Então, você já está certa, mesmo quando pensa errar! E se nada disso bastar, para ressignificar essa sombra que persegue o seu caminho,contar-lhe-ei um segredo:

“Deus não expulsou a Eva pelo pecado, mas porque o mundo precisava de uma mãe!”


Direitos autorais da imagem de capa: Chema Photo on Unsplash.

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