Hormônio produzido durante exercícios recupera a memória de pessoas com Alzheimer

Alzheimer é uma doença muito debilitante e com efeitos cruéis, tanto para quem é acometido, quanto para quem testemunha e veem de perto as pessoas amadas perdendo, aos poucos, a consciência de quem são e de tudo o que construíram na vida.

Enfrentar essa doença é uma grande batalha, e todos os dias milhões de pessoas no mundo sonham com uma cura para o Alzheimer.

Temos uma boa notícia para todos aqueles que sofrem com os efeitos dessa doença: cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro podem ter chegado mais perto da cura do Alzheimer através de um novo experimento.

Os cientistas descobriram que um hormônio especial, produzido durante exercícios físicos, pode recuperar a memória e levar a uma diminuição dos efeitos do Alzheimer e, quem sabe, até curar a doença. O estudo dos 20 pesquisadores brasileiros da UFRJ, com a colaboração de 5 pesquisadores estrangeiros, foi publicado na revista “Nature Medicine”, de acordo com informações do site de notícias G1.

O estudo foi realizado com camundongos portadores de Alzheimer. Eles foram submetidos a uma hora de exercícios de ginástica na piscina, durante cinco dias por semana.

Esses animais foram submetidos a testes posteriores de memória e demonstraram um resultado melhor, em relação àqueles que não foram submetidos a exercícios. Após cinco semanas de treinamento físico, os efeitos da doença praticamente desapareceram em todos eles.

A responsável pela transformação das cobaias é a irisina, um hormônio responsável por diminuir as reservas de gordura e extremamente eficiente no cérebro, fortalecendo as sinapses, que são os impulsos entre os neurônios ou entre os neurônios e as células musculares e glandulares. As pessoas que sofrem Alzheimer têm essa função debilitada, mas através da irisina podem fortalecer essa conexão e, consequentemente, melhorar a memória.

Os pesquisadores acreditam que os efeitos do Alzheimer podem ser diminuídos ou, em alguns casos, até mesmo totalmente combatidos, com o uso de alguma medicação que contenha a irisina. Esses medicamentos ainda não existem, e provavelmente levará um tempo até que sejam fabricados, pois primeiro precisam ser testados em humanos.

De qualquer maneira, é uma ótima notícia, e melhor ainda é podermos produzir esse hormônio hoje mesmo, através de exercícios físicos, conforme explica o neurocientista Mychael Lourenço.

“O exercício físico induz a produção de irisina no nosso corpo. Então, a gente pode usar isso a nosso favor, para que consigamos evitar a perda de memória e a doença de Alzheimer no futuro”.

Esse estudo trouxe resultados muito importantes, tanto para aqueles que esperam a cura do Alzheimer, quanto para aqueles que desejam prevenir o desenvolvimento da doença em qualquer momento da vida. Os resultados são realmente empolgantes!

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