Pessoas inspiradoras

Ao descobrir que aluno morava em casa destelhada, professora organiza doações. Vão consertar seu lar!

Elaine descobriu por acaso que um aluno vivia em condições precárias, e decidiu conhecer a família pessoalmente para tentar entender o que Lucas passava.



Os professores têm a capacidade de marcar nossas vidas, permanecendo a vida toda como parte de boas memórias, como aqueles que nos fizeram enxergar além. Todos tivemos nosso professor favorito na infância, aquele por quem nutrimos bons sentimentos e que nos fizeram tomar boas decisões ao longo da vida.

Os mestres têm um papel fundamental na vida de crianças e adolescentes, além de ensinar, eles também são capazes de compreender o que se passa na vida de cada aluno.

Durante a aula do dia 13 de maio, o estudante de 12 anos, Lucas Rodrigues Monteiro, pediu para ficar ausente por cerca de 15 minutos da aula virtual.


A professora de história Elaine Bogo, de 52 anos, soube naquele momento que o aluno precisaria ajudar a mãe a colocar lona sobre a casa, já que ela não tinha telhado e um temporal se aproximava.

Ela ficou surpresa e quis confirmar o que Lucas havia acabado de dizer, mas ele disse que explicaria melhor depois, e saiu da aula, sem conseguir retornar.

Segundo reportagem do UOL, a professora decidiu ir conhecer a família pessoalmente para compreender o que seu aluno estava passando. Foi quando se deparou com uma casa ainda em construção e sem energia elétrica, dificultando o acompanhamento  das aulas virtuais pelo adolescente, já que precisava carregar o celular na casa de um vizinho. Aquele celular é o único meio de comunicação de todos da casa, além de permitir ao menino assistir às aulas.

Elaine conta que não tinha noção de que a situação era tão precária, principalmente porque Lucas foi matriculado depois dos prazos oficiais, quando a família se mudou de Mato Grosso para Sarandi, no Paraná.


Com a pandemia, não existe mais o contato físico, e como ele havia avisado desde o início que não tinha como ligar a câmera e o microfone nas aulas on-line, a professora não sabia de imediato o que estava acontecendo.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@elainepavani.

Como o aparelho celular é antigo, Lucas explica que ele acaba descarregando durante as aulas, fazendo com que sempre perca parte do conteúdo. Em alguns dias, de acordo com ele, acaba perto das 16h, em outros consegue durar até quase o fim da aula, às 17h. Foram os avós da família que pediram a eles para se mudarem para o Paraná, e decidiram morar com eles até que a casa própria fosse construída.

Infelizmente, a família se desentendeu com os avós e os pais decidiram se mudar para a casa ainda em construção. A mãe de Lucas, Licélia Rodrigues, de 51 anos, revela que eles chegaram a passar 12 dias no relento, sendo que só tinham uma lona para cobrir as roupas, uma triste realidade que ela não deseja para ninguém.


Com pouco dinheiro, eles só conseguiram erguer as paredes e, na semana passada, um vizinho conseguiu algumas telhas, mas todas estavam furadas.

No dia em que Lucas avisou a professora, durante a aula on-line, eles tiveram sorte, porque a chuva não atingiu nenhum pertence, mas no dia 15 de maio, infelizmente, molhou os colchões do menino e de sua irmã de 9 anos, Luna.

Os irmãos mais velhos, de 19 e 18 anos, trabalham como cortadores de cana e somam seus salários à aposentadoria do pai, para conseguir integrar a renda da família.

A professora se comoveu com a história, principalmente por estar em época de chuvas em Sarandi, e decidiu arrecadar dinheiro para ajudar a família. Entre os fiéis da igreja que frequenta, Elaine chegou a arrecadar cerca de R$1 mil, mas decidiu postar o caso nas redes sociais no dia 22, e deixou o número de uma conta bancária.


 


De uma hora para outra, a história viralizou e ela conseguiu arrecadar mais de R$2.700, sendo que a maioria das contribuições foi de R$5 e R$10. Com R$1.600, ela conseguiu comprar um poste e uma caixa de luz, além de 2 mil tijolos, areia e cimento para ajudar a finalizar a obra, com o restante do valor.

O pai de Lucas tem hanseníase, e Elaine conseguiu comprar para ele remédios suficientes para três meses, fora duas cestas básicas e material escolar.

Depois de duas semanas, Elaine ainda não consegue acreditar na proporção que a história de Lucas tomou, chegando a um ponto que ela nem sequer consegue responder às mensagens recebidas. Algumas empresas têm entrado em contato para ajudar na construção da casa. O sonho da professora é garantir à família uma casa decente.


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