Casal norte-americano adotou 88 crianças deficientes abandonadas pelos pais biológicos

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Camille e seu marido, Mike, dão exemplo de amor e empatia ao adotar 88 crianças rejeitadas pelos pais biológicos.



Algumas pessoas nascem com o coração cheio de amor para dar e estão dispostas a oferecê-lo a todos os que precisarem, ainda que isso lhes exija mudança completa de vida.

Um grande exemplo disso são Camille e o marido, Mike Geraldi, da cidade de Ellijay, Georgia (EUA). Nas últimas quatro décadas, eles adotaram e assumiram total responsabilidade por 88 bebês. E um detalhe: todos com algum tipo de deficiência, por isso foram rejeitados pelos pais biológicos.

Em entrevista à CNN, eles explicam toda a sua história com as crianças.


Deficiência intelectual, espinha bífida, síndrome de Down, autismo e deformidades faciais extremas. Essas são algumas das condições das pessoas que o casal decidiu cuidar e amar. “As crianças que recebi deveriam morrer”, disse Geraldi, de 68 anos. “Mas muitas delas viveram”, ressaltou.

União pelo amor e família

Mesmo quando ainda não se conheciam, Camille, que é enfermeira, e Mike, pediatra, já tinham um carinho especial por crianças e se dedicaram a cuidar muito bem delas. Camille já havia cuidado de três crianças, quando solteira, e não queria abrir mão disso:


Quando Mike me pediu em casamento, eu disse a ele que queria fazer um lar para crianças deficientes, e ele disse: ‘Quero seguir seu sonho.’

A primeira adoção do casal foi em 1986, a partir de então, ambos se uniram e se fortaleceram um no outro e, ao longo desses anos, lidaram com as alegrias da família e também com a dor de perder 32 crianças.

O casal garantiu que todas fossem criadas dentro de uma rotina normal, que têm as próprias responsabilidades e são incentivadas a ter o máximo de independência possível. Inclusive, muitas delas hoje administram a própria vida, moram em outros lugares e se dedicam às próprias atividades.

As dificuldades pelo caminho

No entanto, as coisas nem sempre foram fáceis para eles. Em 1992, sua casa foi destruída pelo furacão Andrew e tiveram de se mudar para a Carolina do Norte e, em 2011, enquanto estavam acampando, a propriedade foi atingida por um raio que destruiu a casa e os carros da família.

Foi um período de grande dificuldade, mas eles encontraram um novo lar em Ellijay, que se mantém até hoje, e não deixaram de adotar bebês especiais.

Ao longo de todos esses anos, algumas crianças morreram, outras cresceram e moram com eles, e outras seguiram a própria vida, mas todas têm a certeza de que foram criadas com muito amor.

Frutos do amor

Mike faleceu em 2016, por conta de um mesotelioma, uma forma rara de câncer causada por amianto mas, apesar de toda a dor da perda, Camille continuou se dedicando à missão do casal e fundou a Possible Dream Foundation, para ajudar outras pessoas através da educação e recursos sobre como cuidar de pessoas com necessidades especiais.

A página oficial da fundação diz: “Embora seu marido não esteja mais aqui fisicamente, seu espírito vive naqueles que vieram para ajudá-la a arrecadar fundos e continuar a missão que ela sempre perseguiu.”

Com o apoio de Camille e Mike, muitas pessoas tiveram a oportunidade de viver, receber amor e seguir a própria vida.

Sua história de vida é inspiradora e certamente eles foram e continuam sendo anjos de luz que fazem a diferença neste mundo através de sua empatia única.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos. Direitos autorais das imagens utilizadas no texto: reprodução Facebook/Possible Dream Foundation.

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