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Depois de perder vaga em banco por ter “cara de pobre”, mulher dá a volta por cima e vira juíza!

Antonia é juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lauro de Freitas, na Bahia. Um exemplo de superação, esforço, garra e determinação!



Histórias inspiradoras servem para nos fortalecer diante das tribulações. Com elas, conseguimos enxergar além do problema, dando-nos esperança de que uma hora as coisas se encaminham e, apesar das dificuldades, há uma luz para nos guiar.

Infelizmente, muitas pessoas passam por situações desagradáveis por conta do porte físico, da roupa que vestem, da cor da pele ou classe social. Isso deveria ser abominado, mas ainda é uma triste realidade, principalmente em nosso país.

Não é fácil para ninguém ser excluído ou sofrer preconceito. Todos deveriam possuir as mesmas oportunidades e não ser diferenciados por características físicas ou financeiras. Isso jamais deveria servir de parâmetro para algo.

A trajetória dessa mulher foi marcada por luta e superação. Antonia Marina Aparecida Faleiros, para chegar ao posto de juíza, precisou aguentar muita coisa. Em entrevista para o UOL, ela contou um pouco de sua jornada.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@antoniafaleiros.

Aos 17 anos, ela terminou o ensino médio e foi concorrer a uma vaga de emprego. Uma agência de banco privado chegou à sua cidade natal e lhe deu esperança de conseguir um trabalho.

Era uma boa aluna, fez a prova, mas a decepção veio logo em seguida ao saber que não a corrigiram. Ela havia sido excluída por não pertencer àquele mundo por conta de sua aparência. Não se preocuparam em medir seus conhecimentos.

Após isso, saiu de sua cidade, Serra Azul de Minas, para a capital Belo Horizonte. Lá encontrou ainda mais dificuldade, chegando a morar na rua por meses. As pessoas que disseram que a ajudariam, quando ela mudasse de cidade, não cumpriram a palavra, davam desculpa de que a casa era pequena demais. Ao conseguir emprego como doméstica, o salário era muito baixo para bancar um aluguel, então ela chegou a morar em um ponto de ônibus, até que uma desconhecida lhe ofereceu sua casa. Ela não desistiu, sua origem a levou a ter disciplina e persistência para melhorar de vida.


Aos 22 anos, fez seu primeiro concurso. Era para oficial de justiça, que tinha como requisito o ensino médio completo. Viu então uma grande chance, e não a desperdiçou. Chegou a procurar um cursinho, mas como não tinha condições de pagar, a maneira como ela encontrou de estudar foi pegando do lixo as apostilas preparatórias descartadas.

Ela passou no concurso e esse novo emprego a fez pensar ainda mais alto. Deu a ela uma chance de sonhar e cursar a faculdade de Direito. Após anos de dedicação, ela se especializou na área criminal e usa toda a sua história de vida para ajudar aqueles que estão em situação de vulnerabilidade.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@antoniafaleiros.

Ao tornar-se juíza, Antonia olha para o ser humano além de seus erros. Por ter vivido a injustiça na pele, ela tem um olhar sensível, pois sabe o quanto esse sistema é excludente.

Chegou a contar que, em 5 anos trabalhando como empregada doméstica, por diversas vezes, foi vítima de racismo e preconceito.

Certa vez, pediu para ficar no quarto dos fundos de uma casa em que prestava serviços, e a resposta foi negativa, pois “uma negra morando ali era tentação para o filho e o marido”. Hoje ela luta para que essa cultura preconceituosa e racista acabe de uma vez.

Antonia nunca romantizou o que aconteceu em sua caminhada. Foi uma vencedora, mas não merecia ter passado por todas aquelas crueldades para se tornar uma pessoa de sucesso hoje. Porém a lição que fica é que, todas as vezes em que a vida foi dura, ela arranjou uma solução.

O que achou dessa história? Conhece alguém persistente como Antonia?

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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