Pessoas inspiradoras

Doutora brasileira é homenageada por ajudar a sequenciar o DNA do coronavírus e vira boneca Barbie

A biomédica integrou a equipe que sequenciou o genoma do coronavírus e foi responsável pelo avanço das pesquisas. Homenagem eternizada mais do que merecida!



Um glorioso feito, que ajudou a salvar milhões de vidas, contou com a ajuda de uma mulher, e brasileira! Jaqueline Góes de Jesus foi uma das brilhantes cientistas homenageadas pela Mattel, fabricante de brinquedos mundialmente conhecida pela produção das bonecas Barbie.

Conforme informações da “Folha de Pernambuco”, a empresa criou uma série de bonecas que homenageiam o trabalho de mulheres na pesquisa sobre o novo coronavírus.

Intitulado #ThankYouHeroes, que em português fica “Obrigada a vocês, heroínas”, a marca decidiu eternizar o feito dessas grandiosas mulheres, e Jaqueline é uma das seis escolhidas. Todas são especialistas e a marca fez questão de evidenciá-las, já que o trabalho dessas mulheres mudou o cenário mundial.


Entre elas estão a professora britânica Sarah Gilbert, que liderou a criação da vacina de Oxford-Astrazeneca; as estadunidenses Amy O’Sullivan e Audrey Sue Cruz; a canadense Chika Stacy Oriuwa; a australiana Kirby White; e Jaqueline Góes, do Brasil.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@barbie.

Jaqueline tem 31 anos e vem se destacando no campo da biomedicina há algum tempo, com participação na equipe que sequenciou o genoma do vírus zika. Ela é baiana, filha de enfermeira e engenheiro civil. Além de atuar no sequenciamento do DNA do coronavírus, desenvolve outras pesquisas na área de arboviroses emergentes.

A biomédica é mestre em Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa pelo Instituto de Pesquisas Gonçalo Moniz/Fundação Oswaldo Cruz e doutora em Patologia Humana pela Universidade Federal da Bahia.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@drajaquelinegoes.

A equipe de Jaqueline sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 em apenas 48 horas depois da confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil. A média mundial para esse sequenciamento foi de 15 dias. A brasileira provou a todos que sua equipe estava muito bem preparada para as pesquisas. Esse sequenciamento possibilitou diferenciar o vírus que infectou o primeiro paciente brasileiro do genoma identificado no epicentro da pandemia, em Wuhan, na China.


Em seu Instagram, a doutora brasileira fez questão de compartilhar a homenagem, dizendo estar muito grata pela repercussão do seu trabalho. Disse também que, por ser uma mulher negra, foi um sonho ser representada por uma boneca Barbie, e está maravilhada com a riqueza de detalhes da boneca que a reproduz como cientista.


Diz ainda o quanto fica feliz em saber que neste momento muitas meninas podem ser inspiradas por ela, em especial as meninas negras, que vão poder olhar e sonhar em seguir a profissão de cientista. E conclui seu pensamento afirmando que ter se tornado modelo para as novas gerações é provar para todos que, por meio de oportunidade, talento e inteligência, é possível alcançar e gerar frutos positivos para uma nação!

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